Coréia do Norte: crise se prolonga, mas mercado reduz temores

Agentes não esperam que crise gere grandes acontecimentos no curto prazo; crise é aproximada à do Irã

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SÃO PAULO – Em tom desafiador, a Coréia do Norte afirmou em comunicado que continuará com os testes de mísseis balísticos, iniciados na terça-feira (4), e que poderá usar a força contra países que tentarem interferir em seus exercícios militares.

O argumento da Coréia do Norte é que o país tem direito de empreender esforços no sentido de aumentar seu poder de autodefesa.

Japão e EUA chegam a acordo quanto a sanções

No mesmo dia, por telefone, o primeiro ministro japonês Junichiro Koizumi e o presidente norte-americano George W. Bush concordaram em trabalhar juntos na ONU (Organização das Nações Unidas) em busca de uma resolução exigindo que os países-membros cortem os financiamentos e a transferência de tecnologia que possam ser usados no programa de mísseis.

China e Rússia, por outro lado, posicionaram-se contra sanções, afirmando que as ameaças da ONU podem gerar ameaças da Coréia do Norte e tornar o ambiente internacional ainda mais tenso.

Mercados suavizam temores

No mercado financeiro, a crise entre Coréia do Norte e Ocidente já não causa mais tanto frisson como na quarta-feira.

Embora as principais bolsas ainda tenham registrado perdas na Ásia, na Europa, a percepção é de que a crise, assim como a do Irã, não deve gerar efeitos imediatos e as bolsas sobem.

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Nos EUA e no Brasil, os mercados futuros também apresentam tendência de alta.