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SÃO PAULO – O Copom (Comitê de Política Monetária) decidiu elevar a Selic em 50 pontos-base, para 10,75% ao ano, após reunião de dois dias, terminada nesta quarta-feira (21), entre os membros do comitê. A decisão foi unânime e sem viés.
Embora tivesse sido ventilado por alguns economistas, esse não era o desfecho mais aguardado do encontro, já que tanto a maioria dos analistas consultados pela InfoMoney quanto o relatório Focus, que traz a mediana das estimativas dos agentes de mercado, apontavam manutenção do ritmo das altas iniciado em abril com elevação em 75 pontos-base.
Indicadores em desaceleração justificam decisão
Após o anúncio da decisão, a LCA se disse surpresa com o movimento do Copom. Entretanto, na visão da consultoria, apesar de inesperada, a alta mais amena da taxa básica de juro não é infundada: “além de a conjuntura internacional permanecer evoluindo sob incertezas, no ambiente doméstico os indicadores mais recentes evidenciaram desaceleração da atividade e da inflação – estatísticas que provocaram descompressão das cotações nos mercados futuros de juros e revisões para baixo nas projeções de muitas instituições de mercado para a inflação de 2010”, explica.
“No comunicado da decisão, a autoridade revelou que a decisão de diminuir o ritmo de elevação da Selic foi tomada em função da ‘redução de riscos para o cenário inflacionário’, que ‘se deve à evolução recente de fatores domésticos e externos'”, lembrou a LCA, que frisou ainda que não espera que este seja o fim do ciclo de alta da taxa Selic.
As justificativas são a diluição das incertezas externas, e um provável fim da desaceleração no mercado doméstico.”Pelo menos mais um aumento, provavelmente de 50 pontos-base, deverá ser promovido (na reunião do Copom de 1º de setembro)”, conclui a LCA.
Confira o comunicado do Copom:
“Avaliando a conjuntura macroeconômica e as perspectivas para a inflação, o Copom decidiu, por unanimidade, elevar a taxa Selic para 10,75% a.a., sem viés.
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Considerando o processo de redução de riscos para o cenário inflacionário que se configura desde a última reunião do Copom, e que se deve à evolução recente de fatores domésticos e externos, o Comitê entende que a decisão irá contribuir para intensificar esse processo”.