Copom segue consenso e corta Selic em 50 pontos-base, para 8% ao ano

Preocupação com economia e inflação controlada foram levadas em conta para oitava redução seguida da taxa básica

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SÃO PAULO – O Copom (Comitê de Política Monetária) decidiu, no encontro encerrado nesta quarta-feira (11), por uma redução de 0,50 ponto percentual na Selic, que passa de 8,5% para 8% ao ano. A decisão seguiu o consenso de mercado, que previa um corte em igual proporção, de acordo com a média de 58 casas de análise. 

O crescimento lento da atividade econômica brasileira e a inflação sob controle no País, assim como as incertezas com relação à crise da Zona do Euro foram fatores levados em conta para o ajuste para baixo na taxa de juro.

Nos últimos meses, diversos pacotes de estímulo à economia anunciados pelo governo. Entretanto, essas medidas não levaram à reativação da economia, o que levou o BC e o Ministério da Fazenda a reduzirem as estimativas para o crescimento do PIB nesse ano. 

Esta é a oitava vez que a taxa básica de juro foi reduzida durante o governo da presidente Dilma Rousseff. Desde agosto de 2011, a Selic já caiu 450 pontos-base.  

Confira o comunicado oficial:

“O Copom considera que, neste momento, permanecem limitados os riscos para a trajetória da inflação. O Comitê nota ainda que, até agora, dada a fragilidade da economia global, a contribuição do setor externo tem sido desinflacionária.Diante disso, dando seguimento ao processo de ajuste das condições monetárias, o Copom decidiu, por unanimidade, reduzir a taxa Selic para 8,00% a.a., sem viés. Votaram pela redução da taxa Selic para 8,00% os seguintes membros do Comitê: Alexandre Antonio Tombini, Presidente, Aldo Luiz Mendes, Altamir Lopes, Anthero de Moraes Meirelles, Carlos Hamilton Vasconcelos Araújo, Luiz Awazu Pereira da Silva, Luiz Edson Feltrim e Sidnei Corrêa Marques.“.


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Lara Rizério
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Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.