RADAR INFOMONEY Programa desta quinta-feira analisa as falas de Bolsonaro e de líderes globais na Cúpula do Clima e qual foi o impacto nos mercados; assista

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Ata do Copom

Copom reforça que Selic ficará estável por um bom tempo

O Copom elevou a projeção de inflação para 2012 tanto pelo cenário de referência quanto de mercado

BRASÍLIA – O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central informou nesta quinta-feira (6), por meio de sua ata, que o cenário prospectivo para preços é favorável e reafirma que a inflação tende a se deslocar na direção da trajetória das metas, “ainda que de forma não linear”, ao mesmo tempo em que transmitiu a mensagem que os juros permanecerão estáveis por período prolongado.

“Em resumo, o Copom avalia que o cenário prospectivo para a inflação apresenta sinais favoráveis e reafirma sua visão de que a inflação acumulada em doze meses tende a se deslocar na direção da trajetória de metas, ainda que de forma não linear”, trouxe o documento sobre a reunião do comitê da semana passada, quando manteve a Selic na mínima histórica de 7,25 por cento ao ano.

O BC voltou a reiterar que a taxa básica de juros ficará estável por um bom tempo. “…a estabilidade das condições monetárias por um período de tempo suficientemente prolongado é a estratégia mais adequada para garantir a convergência da inflação para a meta”, informou a ata.

O Copom elevou a projeção de inflação para 2012 tanto pelo cenário de referência quanto de mercado, e ambos encontram-se acima do centro da meta, de 4,5 por cento pelo IPCA.

Já para 2013, a autoridade monetária manteve suas estimativas para inflação nos dois cenários, mas também acima do centro da meta. Somente em 2014, o BC estima que a inflação ficará em torno do centro da meta em ambos cenários.

A decisão da semana passada encerrou o ciclo de afrouxamento monetário iniciado em agosto de 2011 e que eliminou 5,25 pontos percentuais da Selic em dez cortes seguidos. O último movimento foi em outubro, quando a Selic foi reduzida em 0,25 ponto, para o atual patamar, em uma decisão dividida entre os membros do Copom.

O objetivo foi estimular a cambaleante economia brasileira, afetada pela crise internacional. O BC ajusta agora o rumo de sua política monetária de olho na inflação que, apesar de recentemente mostrar sinais de arrefecimento, ainda deve ficar bem acima do centro da meta do governo –de 4,5 por cento pelo IPCA– neste e no próximo ano.

Para boa parte do mercado, a Selic deverá ser mantida no patamar de 7,25 por cento ao ano até o fim de 2013.

Na ata, o Copom diz que a demanda doméstica tende a se apresentar robusta, especialmente o consumo das famílias e avalia ainda que a perspectiva favorável para a atividade doméstica neste e nos próximos semestres deverá ser caracterizada por diferença de crescimento entre os setores.

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No aspecto fiscal, o BC considerou que a realização de superávits primários “compatíveis com as hipóteses de trabalho contempladas nas projeções de inflação contribuem para arrefecer o descompasso entre as taxas de crescimento da demanda e da oferta”.

Para este ano, o BC trabalha com o cumprimento da meta de 139,8 bilhões de reais com ajuste – desconto dos investimentos do PAC (Programa de Aceleração de Crescimento) de até 40,6 bilhões de reais – e para 2013 com o cumprimento da meta cheia e sem ajuste, de 155,9 bilhões de reais.