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SÃO PAULO – O Copom (Comitê de Política Monetária) reduziu o ritmo de afrouxamento monetário e cortou a taxa Selic em 0,25 ponto percentual na noite desta quarta-feira (30), para 14,50% ao ano.
A redução e sua magnitude já eram esperadas, conforme evidenciado na cotação de fechamento da última terça-feira das taxas dos contratos de DI Futuro com vencimento em setembro e na mediana das projeções do relatório Focus de segunda-feira.
Próprio Copom sinalizou tal magnitude
A sinalização de que a velocidade de queda do juro básico brasileiro seria diminuída fora dada pelo próprio Copom na ata da sua reunião anterior.
Os membros do colegiado do Banco Central chamaram a atenção para a necessidade de se conduzir a política monetária com maior parcimônia, sugerindo a impossibilidade de se manter a magnitude de uma redução de 0,50 ponto percentual na Selic.
Embasando sua projeção, o comitê lembrou dos estímulos já existentes à expansão da demanda agregada e das incertezas em torno da defasagem dos mecanismos de transmissão da política monetária.
Ademais, a maior proximidade entre o atual patamar da Selic e as taxas que devem vigorar no médio prazo também foi destacada pelo Copom como um outro mecanismo balizador de sua postura parcimoniosa em próximas decisões.
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Corte maior não estava descartado
Apesar de não representar a maioria das estimativas, a projeção de um corte de 0,50 ponto percentual na Selic também marcava presença entre alguns analistas, que identificavam uma melhora no balanço de riscos desde a última reunião do Copom.
Como justificativa para esta interpretação, apontava-se a inflação corrente sistematicamente abaixo das estimativas e a desaceleração do crescimento da economia brasileira no segundo trimestre. Além disso, as expectativas de inflação seguem em queda, com a mediana das projeções do boletim Focus para o IPCA de 2006 em 3,68%, bem abaixo do centro da meta, de 4,5%.
Por fim, vale ainda observar que a taxa de câmbio seguiu em apreciação, enquanto o preço do petróleo no mercado internacional recuou e o Fomc interrompeu o ciclo de alta do juro básico norte-americano, ampliando a margem de manobra do Copom.