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SÃO PAULO – A decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) na segunda reunião deste ano não chegou a ser uma surpresa para os investidores ao decidir, em encontro encerrado nesta quarta-feira (26), pela elevação da taxa básica de juros, a Selic, em 0,25 ponto percentual, para 10,75% ao ano.
Apesar das preocupações do mercado, muitos analistas já acreditavam que a decisão fosse essa, principalmente após a meta de superávit primário anunciada pelo governo na última quinta-feira, na casa de 1,9% do PIB (Produto Interno Bruto) para 2014, valor acima do esperado pelos investidores. O anúncio trouxe maior tranquilidade ao turbulento ao mercado, tendo em vista as percepções de deterioração cada vez maiores em relação à economia nacional.
Para os analistas Nataniel Cezimbra, Hamilton Moreira Alves e Renato Odo, do BB Investimentos, essa elevação pode marcar o término do ciclo de elevações na Selic – esperada pelo mercado para acontecer no ano passado. “No mercado futuro de juros, a curva da estrutura a termo da taxa de juros havia avançado na semana entre 10 e 14 e fevereiro, mas, arrefeceu firmemente na semana entre 17 e 21 de fevereiro, com o mercado revertendo apostas em elevação da taxa Selic de 50 pontos-base, para 25 pontos-base, na decisão do Copom”, afirmam.