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SÃO PAULO – O Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) optou nesta quarta-feira (21) pela segunda manutenção consecutiva da taxa Selic, deixando-a no patamar de 8,75% ao ano – sua mínima histórica. A decisão foi sem viés e por unanimidade.
A decisão, veio em linha com as expectativas dos analistas, refletindo as projeções de inflação controlada, assim como os sinais de recuperação da economia nos últimos meses.
“Levando em conta, por um lado, a flexibilização da política monetária implementada desde janeiro, e por outro, a margem de ociosidade dos fatores produtivos, entre outros fatores, o Comitê avalia que esse patamar de taxa básica de juros é consistente com um cenário inflacionário benigno, contribuindo para assegurar a manutenção da inflação na trajetória de metas ao longo do horizonte relevante e para a recuperação não inflacionária da atividade econômica”, disse a autoridade monetária em sua nota.
Linguagem do Copom
O foco das análises, então, se volta para a linguagem do comitê – mais especificamente, as perspectivas macroeconômicas do BC e possíveis indicações de quando se iniciará um novo ciclo de alta da Selic. “As novidades estão restritas a linguagem do comunicado, tradicionalmente concisa, e a ata da reunião, a ser publicada em 29 de outubro”, aponta o Bank of America Merrill Lynch.
A LCA aponta que o comunicado apresentou redação idêntica ao do comunicado da decisão anterior. “Foi preservada a frase em que o Copom afirma avaliar que o patamar de taxa básica de juros é consistente com um cenário inflacionário benigno, contribuindo para assegurar a manutenção da inflação na trajetória de metas ao longo do horizonte relevante e para a recuperação não inflacionária da atividade econômica”.
A consultoria ressalta ainda que a manutenção da linguagem pode ter frustrado uma parcela dos analistas, que via a possibilidade de a autoridade monetária dar início a uma mudança de retórica que visasse preparar os mercados para uma elevação de juros em horizonte não muito distante.
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Perspectivas
Após avaliar o teor do comunicado, os analistas da LCA apontam as principais perspectivas. Entre elas, destacam que “as cotações de juros negociadas nos mercados futuros podem reagir em baixa moderada à decisão e, sobretudo, ao comunicado do Copom – que, ademais, nos levam a reafirmar nossa curva projetada para a taxa básica de juros”.
A previsão da LCA para alta da Selic é entre o quarto trimestre de 2010 e o primeiro trimestre de 2011, considerando a situação macroeconômica do País e o cenário inflacionário.