Copom muda postura e reduz Selic em 75 pontos base, para 17,25% ao ano

Entidade escolheu opção mais agressiva entre as duas expectativas predominantes no mercado

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SÃO PAULO – O Copom (Comitê de Política Monetária) anunciou há pouco a decisão de reduzir a taxa básica de juro brasileira em 75 pontos base, para 17,25% ao ano. Esta foi a quinta redução da Selic desde o início do processo de afrouxamento monetário, em setembro.

A opção do comitê não surpreendeu o mercado, que na última edição do boletim Focus havia projetado o ajuste da taxa para 17,25% ao ano pela primeira vez. Tal percepção ganhou forças somente nas últimas semanas.

Apesar da magnitude maior do que os anteriores, o corte de 0,75 ponto percentual na taxa Selic não deve ser considerado um indicativo de aceleração da redução do juro básico, uma vez que em 2006, o Copom irá se reunir apenas oito vezes, contra doze no ano passado.

Corte de 75 pontos base já era esperado

Tendo em vista os últimos indicadores da atividade econômica, como a Produção Industrial de novembro, que não mostrou o vigor esperado pela entidade, e o cenário benigno para a inflação neste ano, a maior parte dos analistas já esperava uma postura um pouco mais agressiva por parte do Copom.

Além disso, afirma-se que as persistentes intervenções do Banco Central no mercado de câmbio indicam que a entidade não estaria confortável com o atual patamar da taxa de câmbio, o que poderia motivar uma redução mais robusta do juro interno, que é um dos principais fatores para explicar a apreciação do real.

Fora do consenso, expectativa era de corte menor

Fora do consenso, analisando os resultados da maior parte dos índices de inflação publicados neste início de ano e as projeções para a inflação oficial em 2005, que se mostram acima do centro da meta (4,5%), alguns analistas acreditavam que o Copom pudesse manter o ritmo de meio ponto, apesar do maior espaçamento entre as reuniões.

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Tal percepção deve fazer com que a redução seja minimamente bem recebida pelo mercado e pelos vários setores da sociedade, uma vez que, pela primeira vez em muito tempo, o Copom optou pela decisão mais agressiva entre duas expectativas predominantes.