Publicidade
SÃO PAULO – O Copom (Comitê de Política Monetária) manteve o ritmo de afrouxamento monetário e cortou a taxa Selic em 0,50 ponto percentual na noite desta quarta-feira, para 12,75% ao ano.
Esta foi a décima terceira redução consecutiva do juro, totalizando um recuo de 7 pontos-percentuais. Embora uma diminuição desta magnitude não chegue a ser uma surpresa, a maioria do mercado esperava um corte menor, de apenas 0,25 ponto percentual.
Contrariando a expectativa
A perspectiva de um corte menor no juro se apoiava, fundamentalmente, em indicações de membros do próprio Copom. Isso porque, na ata de suas últimas reuniões, o comitê salientou que suas próximas decisões seriam conduzidas com maior parcimônia.
Além disso, no encontro anterior, três diretores da entidade já haviam votado em prol de uma redução de apenas 25 pontos-base na Selic. E o Copom vem sistematicamente lembrando dos estímulos já concedidos à expansão da demanda agregada.
Em complemento, deve-se ter em mente ainda a maior proximidade do atual nível da Selic com o juro básico de equilíbrio e as incertezas que cercam a defasagem dos mecanismos de transmissão da política monetária.
Inflação corrente é benigna
Muito embora a maior expectativa fosse de diminuição no ritmo, a hipótese de um novo corte de 0,50 ponto percentual no juro não estava descartada pelos analistas. A aposta de manutenção da velocidade no ciclo de afrouxamento do torniquete monetário pautava-se, sobretudo, na inflação corrente benigna e nas perspectivas de inflação controladas.
Continua depois da publicidade
Apesar de alguns índices de preços terem subido acima do esperado no início do ano, a interpretação é de que o comportamento da inflação ainda é favorável e a meta de variação de 4,5% do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor – Amplo) no ano deve ser cumprida.
Corroborando esta perspectiva, a mediana das projeções do relatório Focus aponta para uma inflação oficial de 4,07% em 2007, abaixo do centro da meta.