Copom mantém ritmo e corta Selic em 50 pontos-base, para 11,50% ao ano

Esta foi a décima sétima redução consecutiva do juro e o segundo corte desta magnitude desde novembro de 2006

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SÃO PAULO – Em linha com as expectativas da maior parte do mercado, o Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) manteve o ritmo de afrouxamento monetário e cortou a taxa Selic em 0,50 ponto percentual na noite desta quarta-feira (18), para 11,50% ao ano.

Esta foi a décima sétima redução consecutiva do juro, totalizando um recuo de 8,25 pontos-percentuais e o segundo corte desta magnitude desde a reunião de novembro de 2006. A expectativa praticamente consensual de que o corte seria de 50 pontos-base era acompanhada do consenso de que a decisão não seria unânime. Três votos foram favoráveis a uma redução de 25 pontos-base, frente a quatro partidários de 50 pontos.

Expectativas ainda sob controle e taxa de câmbio

O cenário favorável ao corte de 0,50 ponto percentual teria por base, segundo a Tendências Consultoria Integrada, expectativas inflacionárias para 2008 ainda em torno de 4,0%, ou seja, abaixo da meta estipulada pelo Conselho Monetário Nacional, somado à expectativas para a evolução da taxa de câmbio e notícias positivas em relação a reajustes de preços administrados, destaca a Tendências.

Acrescenta-se também ao cenário favorável ao corte mais robusto da Selic o fato de que a composição do crescimento econômico doméstico é claramente liderado por investimentos, fato que prediz uma expansão da capacidade produtiva capaz de atender a uma aceleração da demanda agregada, destacam analistas da consultoria econômica LCA.

Apostas no conservadorismo

Muito embora a maior expectativa fosse de manutenção no ritmo de corte, havia alguma divergência entre os analistas quanto às decisões tomadas posteriormente à reunião desta quarta-feira. Estas expectativas, porém, devem se ajustar ao “placar” de votos da reunião.

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De acordo com a consultoria LCA, há uma dispersão relevante das expectativas para a Selic ao final de 2007, mas ainda assim a maior parte dos analistas acredita que o Copom retomará postura mais cautelosa a partir de setembro. A consultoria, porém, apostava em mais dois cortes de 50 pontos base na taxa.

Ao contrário da LCA, a Tendências Consultoria Integrada e o Citigroup acreditam que os riscos ao cenário prospectivo para a inflação aumentaram e oferecem subsídios para que o comitê retome, já a partir de setembro, cortes de 25 pontos base, até fim do ano.