Copom mantém ritmo e corta Selic em 25 pontos-base, para 12,75% ao ano

Decisão atende as expectativas do mercado e, agora, ciclo de reduções no juro básico já totaliza 7 pontos percentuais

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SÃO PAULO – O Copom (Comitê de Política Monetária) manteve o mesmo ritmo de afrouxamento monetário do mês de janeiro e cortou a taxa Selic em 0,25 ponto percentual na noite desta quarta-feira (7), para 12,75% ao ano.

A decisão do comitê confirma a expectativa predominante no mercado, conforme evidenciado pela mediana das projeções do relatório Focus de segunda-feira. Esta foi a décima quarta redução consecutiva do juro, totalizando um recuo de 7 pontos-percentuais.

Devagar se vai mais longe

Basicamente, o mercado já trabalhava com a hipótese de um novo corte desta magnitude por conta das sinalizações dadas pelo próprio Copom de que suas decisões seriam conduzidas com maior parcimônia. Mesmo porque, com choques menores no juro a cada reunião, as chances de extensão do ciclo de afrouxamento monetário são maiores.

E o colegiado vinha sistematicamente lembrando dos estímulos já concedidos à expansão da demanda agregada, afastando a possibilidade de um corte mais robusto no juro. Em complemento, deve-se ter em mente ainda a maior proximidade do atual nível da Selic com o juro básico de equilíbrio e as incertezas que cercam a defasagem dos mecanismos de transmissão da política monetária.

Cenário é semelhante ao de janeiro

Mais do que isso, a despeito da turbulência recente nos mercados financeiros e de sinais de retomada da atividade econômica brasileira, não houve grande alteração no cenário para a inflação que justificasse uma mudança na condução da política monetária frente ao mês de janeiro, marcado pela desaceleração do rimo de reduções da Selic de 0,50 para 0,25 ponto percentual por reunião.

E se o cenário benigno para a inflação corrente e para as expectativas de inflação vinha fazendo alguns analistas flertarem com a possibilidade do Copom voltar a cortar a Selic em 50 pontos-base, a recente turbulência nos mercados financeiros serviu para conter o exagerado otimismo e minimizar esta possibilidade.

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Panorama é favorável

O espaço para continuidade no ciclo de afrouxamento do torniquete monetário pauta-se, sobretudo, na inflação corrente em níveis tranqüilos e nas perspectivas de inflação controladas.

Inclusive, desde a última reunião do Copom, a expectativa para a variação do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) em 2007 passou de 4,1% para 3,9%, segundo a mediana das projeções do relatório Focus.