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O Comitê de Política Monetária (Copom) anunciou a manutenção da taxa Selic em seu atual patamar de 19,00% ao ano, sem a adoção de qualquer viés. Com esta decisão, os juros básicos da economia nacional se mantêm inalterados desde a última elevação em 18 de julho. A decisão do Banco Central acerca dos juros é apoiada na percepção de que a política monetária está apropriada para o cumprimento da meta de inflação do ano que vem.
Em nota oficial, o Comitê mostra que: “A expectativa do Copom para a inflação de 2002 indica que a política monetária está adequadamente calibrada para o cumprimento da meta do ano que vem”. A decisão veio dentro do consenso do mercado que já precificava esta decisão, com uma queda nas taxas de juros dos contratos futuros negociados na BM&F.
A meta de inflação acordada com o Fundo Monetário Internacional (FMI) era de 4% com liberdade de 2 pontos percentuais para cima ou para baixo para 2001, sendo que o índice escolhido para o acompanhamento foi o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) do IBGE. Contudo, até setembro este índice acumula no ano uma alta de 5,35%, o que já supera a meta de 4%.
Deste modo, no último relatório de mercado do BC, a pesquisa junto às instituições financeiras indica que a expectativa é de que o IPCA feche 2001 com uma variação positiva de 6,60%, o que supera a máxima acordada, mas não preocupa o governo. Mesmo porque, este ano ficou marcado por situações atípicas como o recente ataque terrorista nos EUA.
Neste ano, o Copom promoveu cinco aumentos dos juros, o que representou uma elevação de 3,75 pontos percentuais em relação à Selic de fevereiro, que era de 15,25% ao ano. Este nível de juros é o mais alto desde o inicio da tendência de queda dos juros iniciada em setembro de 1999, quando os juros ficaram em 19% ao ano e permaneceram neste patamar até o início do ano passado.