Perspectivas

Copom, Fomc e guerra comercial: o que acompanhar na semana

Tudo que o investidor precisa saber antes de operar na semana

SÃO PAULO – Após uma semana de novas quebras de máxima histórica do Ibovespa e alívio no dólar, os investidores agora se preparam para a volta da “super quarta”, com decisões de política monetária no Brasil e nos Estados Unidos. Além disso, no exterior, há uma grande expectativa por uma resolução da guerra comercial.

O Comitê de Política Monetária (Copom) deve ser o grande evento da semana, na quarta-feira (11) após o fechamento do mercado, com a maior parte do mercado projetando um novo corte na Selic para 4,5% ao ano.

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As avaliações são de que mesmo com sinais de retomada da economia e com alta da inflação por conta do preço da carne, o Banco Central não deve alterar sua estratégia e seguir o plano de reduzir mais os juros.

A atenção então ficará para o comunicado, que poderá trazer detalhes sobre os próximos passos, com chances de redução no ritmo de corte ou até mesmo o fim do ciclo.

Agenda doméstica

Ainda no Brasil, a semana contará com indicadores de inflação, como o IGP-DI, além do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB) do País.

No Congresso, os investidores ficarão de olho na votação da PL do Saneamento, que deve ocorrer no plenário do Senado na segunda-feira (9). “De semana que vem a votação não passa, estou bastante otimista”, disse na última quarta o relator do projeto na Câmara, deputado Geninho Zuliani (DEM-SP). Além disso, a proposta de reforma tributária pode ser apresentada aos estados no fim da semana.

O mercado fica atento também no câmbio, que após chegar a bater R$ 4,27, engatou uma forte queda no fim da semana e encerrou em sua mínima em quase um mês, abaixo de R$ 4,20. Investidores e analistas avaliam se este foi um movimento pontual ou se a moeda americana pode entrar num novo range menor que o registrado nas últimas semanas.

Agenda internacional

Política monetária também será destaque nos EUA, com a decisão do Fomc na quarta-feira à tarde. O encontro dos dirigentes do Federal Reserve ganhou mais destaque após o relatório de emprego nesta sexta receber uma leitura positiva dos mercados.

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Vale destacar ainda que logo após a decisão, o presidente do Fed, Jerome Powell, faz discurso e deve detalhar a decisão, além de dar mais sinais sobre o que esperar do banco central americano no próximo ano.

A agenda de indicadores traz ainda o CPI e vendas no varejo nos EUA. Na China, balança comercial e inflação são esperados nos próximos dias, enquanto o Banco Central Europeu (BCE) também anuncia sua decisão de juros, na quinta-feira (12).

Por fim, e não menos importante, os investidores esperam notícias que confirmem um acordo comercial entre EUA e China, impedindo assim a entrada em vigor das tarifas americanas, mrcadas para dia 15.

A notícia recente de que a China avalia pedidos para isentar tarifas retaliatórias de importações de carne de porco e soja dos EUA foi vista como um sinal de que um acordo comercial está se aproximando, ajudando assim o mercado a fechar a semana passada em clima de otimismo.

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