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SÃO PAULO – O Banco Central divulgou, na manhã desta quinta-feira, dia 23 de setembro, a ata da reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), em que sinalizou o temor de que a inércia inflacionária impossibilite o cumprimento das metas de 2005.
A reunião foi realizada entre os dias 14 e 15 de setembro, quando a autoridade monetária decidiu elevar a taxa básica de juro em 0,25 ponto percentual, para 16,25% ao ano.
Comitê está atento à inércia inflacionária
O Comitê de Política Monetária está, de acordo com as informações contidas na Ata, preocupado com a superação das metas de 2004, que levam, em função da inércia inflacionária, a autoridade monetária a elevar em 0,9 ponto percentual a projeção de inflação para 2005.
Como o comitê decidiu acomodar 1/3 da inércia, a inflação a ser perseguida pelo Copom no próximo ano será de 5,1%, considerando a variação do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor – Amplo). Isso não significa o descumprimento das metas, já que está dentro do intervalo de tolerância estabelecido pelo Conselho Monetário Nacional.
Além disso, eventuais choques que possam desviar o comportamento dos preços desta trajetória serão tratados de forma “ainda menos tolerante”, segundo o Copom. Assim, com o objetivo de diminuir os riscos de que a inflação se distancie ainda mais das metas, o Copom decidiu elevar a taxa básica de juro, a Selic, em 0,25 ponto percentual, e iniciou um processo de ajuste gradual.
Petróleo ainda é motivo de preocupação
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Ainda de acordo com informações contidas na ata, com relação ao cenário externo, o Copom acredita que reduziram-se as chances de uma elevação mais rápida dos juros pelo Federal Reserve e acrescenta que o comportamento dos preços do petróleo ainda é uma fonte de preocupação.
Além disso, o comitê destaca o fato de que há uma defasagem entre os preços correntes de petróleo e da gasolina no cenário doméstico. Essa defasagem, de acordo com as informações contidas na ata, reaproximou-se do reajuste que completaria a projeção de 9,5%, adotada pelo Copom para este ano.
No que se refere aos recentes dados que mostraram uma redução da produção industrial e da expedição de papelão ondulado, considerados como sinais de desaceleração do crescimento da economia, o Copom considerou que tal fato não afasta as preocupações com o perigo de “descompasso entre a demanda e a oferta.”