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SÃO PAULO – O Copom (Comitê de Política Monetária) deve cortar a taxa básica de juros em 50 pontos percentuais na reunião da próxima quarta-feira (30), segundo o Bradesco, o Citigroup e a Gradual Investimentos. Esse movimento de ajuste é quase certo, avaliam, devido à manutenção do cenário de crise internacional, além do consenso que a economia brasileira apresentou desaceleração no terceiro trimestre.
Segundo o analista Marcelo Kfoury, do Citigroup, as expectativas de desaceleração da inflação em 3 pontos-base para 2011 e 5 pontos-base para 2012, também permitem uma queda maior para a Selic, assim como a deterioração nas expectativas de crescimento econômico desde o último encontro do Copom. Além disso, a desvalorização do real frente ao dólar, com um impacto nos preços das commodities, sugerem um impacto limitado na inflação, balizando a queda.
Já os analistas do Bradesco, tendo como certa a queda na Selic, acreditam que as atenções em relação ao Copom se concentrarão na sinalização do que poderá ocorrer referentes às próximas reuniões.
Selic deve ter ajustes moderados
Kfoury afirma ainda que uma intensificação da crise global pode levar a um ciclo de flexibilização monetária mais forte. Porém, o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, defende a manutenção de ajustes moderados na Selic, deixando de lado a possibilidade de corte de 75 pontos-base na taxa na reunião, avalia.
O economista-chefe da Gradual Investimentos, André Perfeito, também expressa a mesma opinião do analista, com uma expectativa de queda de cortes na taxa de juros em 50 pontos-base. “Não acreditamos que seja adequado aumentar a velocidade do corte, pois se comprometer com uma velocidade maior pode forçar o BC a ter que subir os juros o ano que vem, tornando a política monetária um tanto confusa”, afirma.
Segundo o Citigroup, a Selic deve ter ajustes até abril de 2012, quando apresentará taxa de 9,5%. Esses cortes ocorrerão devido ao cenário de crise da dívida na Zona do Euro, ainda sem solução, tornando difícil um ambiente positivo a curto prazo. Apesar de acreditar em cortes moderados na taxa básica, o analista do banco afirma que, caso haja um evento global extremo, serão necessários cortes mais agressivos.