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SÃO PAULO – O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central, após a realização de sua reunião mensal, optou por manter inalterado o atual patamar da taxa Selic, em 26,5% ao ano, em linha com o esperado, porém adotou viés de alta.
Inflação e FMI
A decisão deveu-se principalmente à desaceleração dos principais índices de preços nas últimas semanas, o que dispensou novo aperto fiscal. Além disso, a segunda revisão do acordo entre o Brasil e o FMI (Fundo Monetário Internacional) previu a flexibilização a meta de inflação.
Nesse sentido, a meta central para inflação acumulada em 12 meses até o final de setembro, medida pelo IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) foi elevada de 7% para 15%, com intervalo de tolerância de 2,5 pontos percentuais, para cima ou para baixo.
Para o ano fechado de 2003, ou seja, para o período de doze meses encerrados em dezembro deste ano, a meta de inflação continua sendo de 8,5%, sem qualquer intervalo de tolerância.
No entanto, as incertezas quanto às conseqüência para a economia brasileira, em função do conflito iminente entre EUA e Iraque, não permitiram que a autoridade monetária reduzisse a taxa Selic, e motivaram a adoção de um viés de alta, o que pode permitir novo aumento da taxa, antes da realização da próxima reunião da autoridade em abril desse ano.