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SÃO PAULO – O Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) divulgou nesta quinta-feira, dia 22 de dezembro, a ata da reunião realizada nos dias 13 e 14 de dezembro, quando a autoridade monetária reduziu a taxa básica de juro brasileira, a Selic, em 50 pontos base, para 18,00% ao ano.
Apesar da volatilidade que vem sendo observada nos mercados internacionais, e dos preços do petróleo se manterem em patamar elevado, a autoridade monetária acredita que o cenário externo permanece favorável, principalmente no que se refere às perspectivas de financiamento para a economia brasileira, de maneira que continua se configurando um cenário positivo para a evolução da inflação.
Espaço para juros menores no futuro
A respeito da inflação que vem sendo observada, o colegiado ainda atribui tal fenômeno ao reajuste de preços dos combustíveis na primeira quinzena de setembro e à reversão parcial da dinâmica de preços dos alimentos, de forma que a percepção do comitê é de que a aceleração da inflação é transitória e deve apresentar arrefecimento sem contaminação em horizontes mais longos.
Entretanto, embora tal aceleração já havia sido prevista, esta ocorreu num ritmo superior às expectativas prevalecentes, de maneira que reajustes pontuais e reajustes persistentes ou generalizados estarão sendo atentamente acompanhados e, caso se faça necessário, medidas que deverão assegurar que os ganhos obtidos no combate à inflação se tornem permanentes serão tomadas.
Não há consenso quanto à velocidade dos cortes
Diante de um cenário em que há espaço para juros reais menores, o colegiado acredita que a flexibilização gradual da política monetária não deverá comprometer os ganhos obtidos no combate à inflação e na manutenção do crescimento econômico com geração de empregos e aumento da renda real, de forma que foi consenso entre os membros que o processo de flexibilização deveria ter continuidade.
Vale lembrar que dois membros do comitê votaram por um corte de 75 pontos base avaliando que tal opção proporcionaria uma sinalização mais condizente com o atual cenário de riscos e inflação, enquanto os demais membros, votaram por 50 pontos base julgando ser esta a velocidade ótima de implementação do processo de flexibilização, contribuindo “para aumentar a magnitude do ajuste total a ser implementado”.