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SÃO PAULO – O Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) divulgou nesta sexta-feira, dia 08 de julho, a ata da reunião realizada nos dias 29 e 30 de agosto, quando a autoridade monetária surpreendeu ao reduzir a taxa básica de juro brasileira, a Selic, em 50 pontos-base, para 14,25% ao ano, seu menor patamar desde a criação do comitê.
Explicando sua decisão, o Copom comenta que avaliou a conveniência de reduzir a taxa Selic em 25 pontos-base em agosto. No entanto, apesar de entenderem que diversos fatores respaldariam tal decisão, os membros do Comitê concluíram que, neste momento, uma redução de 0,50 ponto na taxa Selic resultaria em maior adequação das condições monetárias correntes à melhora no cenário prospectivo para a inflação observada entre as reuniões de julho e agosto.
Cortes na Selic ainda não se refletiram por completo
A autoridade monetária acredita que o espaço para que sejam praticadas taxas de juros menores continuará se consolidando, dado que há uma redução na percepção de risco dos agentes em relação ao cenário macroeconômico brasileiro.
Contudo, mantendo o tom conservador, o comitê revelou que acredita que os cortes implementados na Selic desde setembro de 2005 ainda não se refletiram completamente sobre os preços e, em função das conquistas já obtidas no combate à inflação, é possível que o processo de “flexibilização adicional da política monetária seja conduzido com maior parcimônia”.
A autoridade monetária completa ainda que a maior cautela na condução da política monetária torna-se ainda mais importante à medida que se leva em consideração que suas próximas decisões deverão ter impactos mais concentrados no próximo ano.
No que se refere à atividade econômica, assim como no caso da inflação, a redução implementada na Selic desde setembro de 2005 ainda não se refletiu por completo, de maneira que esse fator, somado aos efeitos do aumento do salário mínimo e impulsos fiscais, deverão contribuir para a expansão da demanda agregada.
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Volatilidade e incertezas no cenário internacional
Visualizando alguma melhora da volatilidade observada nos mercados financeiros internacionais, a autoridade monetária revelou que o cenário externo permanece favorável. Contudo, em decorrência das incertezas do mercado, o comitê revelou que o cenário deve ser sempre reavaliado e poderá dificultar a coordenação das expectativas dos agentes privados.
“Evidentemente, na eventualidade de se verificar uma exacerbação de riscos que implique alteração do cenário prospectivo traçado para a inflação neste momento pelo Comitê, a estratégia de política monetária será prontamente adequada às circunstâncias”, comentam.