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SÃO PAULO – O Copom (Comitê de Política Monetária), em sua ata da reunião de agosto, decidiu elevar as projeções de reajuste nos preços para energia elétrica e gás de botijão, para o acumulado de 2009.
Com relação à energia, a projeção passou de 5%, na reunião de julho, para 5,4%. No primeiro mês do ano, o Copom aguardava um aumento de preços na ordem de 8,1% para 2009, enquanto que, no terceiro mês, a expectativa se reduziu para 7,6%. Já em abril, a previsão diminuiu para 6,3% e em junho a previsão ficou em 4,7%. Porém, em julho, foi registrado um aumento para 5%.
A projeção para o preço do gás passou de 0% para 6,9% de reajuste entre julho e agosto. Já a projeção para a gasolina se manteve em 0% no período analisado, enquanto a dos preços da telefonia fixa se reduziu para 1,1% no mês passado, ante a expectativa de 5% em julho.
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Preços administrados
Ainda segundo o Comitê, as projeções de reajuste para o conjunto de preços administrados para o acumulado de 2009 foram mantidas em 4,5% em agosto. Já para 2010, se encontra em 4,3%.
De acordo com o IBGE, esse conjunto de preços representou 29,46% do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) de junho.
A projeção considera, entre outros, fatores sazonais, variações cambiais, inflação de preços livres e inflação medida pelo IGP (Índice Geral de Preços).
Copom
O Copom foi criado em junho de 1996, com o objetivo de estabelecer as diretrizes da política monetária e de definir a taxa básica de juro. Até o final de 2005, as reuniões do colegiado aconteciam com frequência mensal, mas, a partir de 2006, passaram a ocorrer aproximadamente a cada 45 dias, totalizando oito reuniões ao ano.
O modelo adotado no Brasil é similar ao do Federal Reserve, o banco central norte-americano, que tem no FOMC (Federal Open Market Committee) a centralização das decisões de política monetária, trazendo mais transparência ao processo decisório.
De acordo com o Banco Central, os objetivos do Copom são “implementar a política monetária, definir a meta da taxa Selic e seu eventual viés, e analisar o Relatório de Inflação”. Vale lembrar que a taxa de juro fixada na reunião do colegiado é a meta para a Selic, que vigora no período até a próxima reunião do comitê.