Copom acredita que alta nos preços é transitória e mantém tom positivo na ata

A autoridade monetária vê que o espaço para juros reais menores no futuro continuará se consolidando de forma natural

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SÃO PAULO – O Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) divulgou nesta quinta-feira, dia 27 de outubro, a ata da reunião realizada nos dias 18 e 19 deste mês, quando a autoridade monetária reduziu a taxa básica de juro brasileira, a Selic, em 50 pontos base, para 19,00% ao ano.

O colegiado do Banco Central manteve o tom mais positivo na ata e afirmou que além do aperto monetário iniciado em setembro de 2004 conter as pressões inflacionárias de curto prazo, a postura de política monetária também tem contribuído para a consolidação de um ambiente macroeconômico cada vez mais favorável em horizontes mais longos.

Alta nos preços é transitória

A autoridade monetária revelou que acredita que a atividade econômica deverá continuar em expansão, mas de acordo com as condições de oferta, de forma que tal crescimento não deverá resultar em pressões significativas sobre a inflação. Simultaneamente, o comitê afirmou que o cenário externo permanece favorável, principalmente no que se refere às perspectivas de financiamento para a economia brasileira.

No que se refere à aceleração da inflação que vem sendo observada nos principais índices de preços, o colegiado acredita se tratar de um fenômeno transitório, causado pelo reajuste nos preços dos combustíveis e pela reversão parcial da dinâmica favorável dos preços dos alimentos. Em função desta percepção, a expectativa é de que este comportamento dos preços apresente arreferecimento. No entanto, ressalta que suas ações deverão assegurar que os ganhos obtidos no combate a inflação até o momento sejam permanentes.

Por fim, o Copom acredita que diante de um cenário de convergência ininterrupta da inflação para a trajetória de metas e a conseqüente consolidação de um cenário de estabilidade econômica duradoura, deverão contribuir para a manutenção do processo de redução progressiva da percepção de risco, de forma que a autoridade monetária vê que o espaço para juros reais menores no futuro continuará se consolidando de forma natural.