Copel cai 3% após elevar meta de alavancagem; JPMorgan tem cautela sobre dividendos

Apesar do JPMorgan avaliar que a mudança traz mais flexibilidade ao balanço, banco mantém visão conservadora para a remuneração aos acionistas

Felipe Moreira

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Reprodução / Copel
Reprodução / Copel

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As ações da Copel (CPLE3) operam com forte desvalorização nesta quinta-feira (16), após a companhia elétrica anunciar mudanças em sua política de estrutura de capital, elevando sua meta de alavancagem financeira de 2,8 vezes para 2,9 vezes dívida líquida/Ebitda. Por volta das 11h08, os papéis da companhia elétrica caíam 3,40%, cotados a R$ 14,53.

Na avaliação do JPMorgan, a revisão oferece maior flexibilidade ao balanço da companhia.

Apesar disso, o JPMorgan adota uma visão mais conservadora para a remuneração aos acionistas. Segundo o banco, alguns fatores devem limitar uma distribuição mais robusta de dividendos nos próximos anos, incluindo o adiamento de cerca de R$ 1 bilhão em reajustes tarifários da distribuidora, o início de investimentos em expansões hidrelétricas a partir de 2026 e o ambiente de juros mais elevados no Brasil.

Dessa forma, o JPMorgan acredita que a Copel deverá manter sua alavancagem abaixo de 3 vezes dívida líquida/Ebitda nos próximos dois a três anos, o que sustentaria um dividend yield médio de aproximadamente 5% entre 2026 e 2028.

O banco mantém recomendação overweight (equivalente à compra) para as ações, com preço-alvo de R$ 18, o que implica em potencial de valorização de 19,8% frente ao preço de fechamento de quarta-feira de R$ 15,02.