Copasa: ação sobe 13% nos minutos finais do dia com notícia de proposta da Equatorial

O acionista estratégico deverá assumir 30% das ações da empresa

Lara Rizério

Ativos mencionados na matéria

Ação da Copasa em 3 de junho de 2026 (Imagem: B3)
Ação da Copasa em 3 de junho de 2026 (Imagem: B3)

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Em poucos minutos às vésperas do fechamento do mercado, as ações da Copasa (CSMG3) tiveram uma forte disparada e fecharam com salto de 13,34%, a R$ 60, na sessão desta quarta-feira (3).

Segundo o AE News e o Valor Econômico, na segunda tentativa de privatização da Copasa (Companhia de Saneamento de Minas Gerais), a Equatorial (EQTL3) fez nova proposta para disputar a vaga de sócio de referência da estatal, segundo fontes. O acionista estratégico deverá assumir 30% das ações da empresa. As ações da Equatorial também fecharam em alta, mas menos expressiva, de 1,89%, a R$ 39,81.

Já o fato de que o consórcio da Aegea ficou de fora nessa nova rodada foi uma surpresa. Com isso, a Equatorial deve ser classificada como vencedora nessa parte do processo. Na sexta-feira (5), a oferta segue a mercado, em um típico “follow-on”.

A privatização da Copasa passou a ser alvo de questionamentos no mercado, com investidores monitorando de perto os termos da privatização. Em relatório recente, a Genial Investimentos destacou estar construtiva com a tese de privatização da Copasa, mas entende que o preço passou a ser o principal ponto de atenção.

“A companhia possui atributos regulatórios relevantes para sustentar uma reprecificação (especialmente uma WACC regulatória pós-impostos superior à da Sabesp e um crescimento esperado mais acelerado da base de remuneração regulatória até 2030), o que justifica algum prêmio em relação ao seu principal par”, aponta.

Contudo, avaliou que o mercado já antecipou parte relevante desse potencial. A Copasa negocia a aproximadamente 1,51 vez o valor da firma em relação à base de ativos regulatórios (EV/RAB) esperada para 2026, acima dos 1,05x da Sabesp, mesmo antes da conclusão da privatização, sem definição do novo controlador e ainda sujeita aos riscos naturais de execução de um turnaround em uma companhia historicamente estatal.

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“Embora o maior retorno regulatório e o maior crescimento esperado da base sejam argumentos favoráveis à Copasa, acreditamos que aplicar integralmente esse prêmio seria excessivo, especialmente diante das incertezas sobre execução de investimentos, reconhecimento tarifário, financiamento, governança e velocidade de captura de eficiência – afinal de contas, sequer conhecemos quem deverá ser o acionista de referência”, apontou na ocasião.

Lara Rizério

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.