Copasa: BBA vê avanço concreto na privatização após novo anúncio do governo de MG

Privatização da Copasa vai se dar por oferta secundária

Felipe Moreira

Ativos mencionados na matéria

Divulgação: Copasa
Divulgação: Copasa

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A Copasa (CSMG3) anunciou nesta quarta-feira (28) que recebeu um ofício do Estado de Minas Gerais detalhando a estrutura inicial do modelo de privatização da companhia. O estado, que atualmente detém 50,03% do capital, poderá manter uma participação de 5% caso haja a entrada de um investidor estratégico.

Na ausência de investidor estratégico, o estado poderá alienar integralmente sua participação. O modelo prevê a entrada de um investidor estratégico com participação de 30% na companhia.

O Itaú BBA avalia o anúncio como positivo, pois traz maior visibilidade sobre os termos de governança e a estrutura da transação, representando mais um passo concreto rumo à privatização. O processo avança da fase legislativa para a etapa de estruturação e execução da operação.

Viva do lucro de grandes empresas

Com a fase legislativa concluída, o processo deixa de ser uma discussão política e passa para uma série de etapas corporativas, técnicas e de governança necessárias para preparar o lançamento formal da oferta de privatização da Copasa, que o Itaú BBA espera ocorrer por volta de abril de 2026.

Embora a ação já reflita um cenário de privatização, o BBA reiterou sua recomendação de outperform (desempenho acima da média do mercado) para a ação, com preço-alvo de R$ 55,90, pois ainda enxerga alguns gatilhos de curto prazo antes da conclusão do processo e riscos positivos para a tese, como a possibilidade de ampliar o escopo de contratos nos quais a companhia presta apenas serviços de água, hipótese que não está contemplada em seu cenário-base.

O BTG também reiterou recomendação de compra e preço-alvo de R$ 52.

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Principais destaques da proposta

Oferta totalmente secundária: A privatização deve ocorrer por meio de uma oferta 100% secundária de ações, sem emissão primária. Essa estrutura tem como objetivo diluir a atual participação controladora do Estado de Minas Gerais, hoje em 50,03% do capital da companhia.

Participação do Estado após a oferta: O Estado poderá manter até 5% de participação caso seja atraído um investidor estratégico ou de referência. Caso contrário, venderia toda a fatia remanescente.

Papel do investidor estratégico: A estrutura da transação prevê uma participação de 30% para um investidor estratégico, que poderá aumentar sua fatia adquirindo ações adicionais dentro da oferta. O investidor de referência deverá atender a critérios pré-definidos de qualificação, incluindo capacidade financeira comprovada, experiência no setor de infraestrutura e compromisso com o cumprimento das metas de universalização.

Limite de direito a voto: O estatuto social da Copasa deve estabelecer um teto de 45% dos direitos de voto para qualquer acionista ou grupo de acionistas, independentemente da participação econômica.

Cláusulas de lock-up: O investidor estratégico ficará sujeito a um lock-up de quatro anos sobre as ações adquiridas na oferta base. Além disso, 50% da participação permanecerá bloqueada até dezembro de 2033 ou até o cumprimento das metas de universalização, o que ocorrer primeiro, alinhando os incentivos aos objetivos operacionais e regulatórios de longo prazo.

Uso dos recursos: Os recursos da oferta devem ser destinados à redução da dívida do Estado de Minas Gerais com a União ou ao cumprimento de obrigações no âmbito do programa de renegociação de dívidas do Estado (Propag), conforme já divulgado.

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