Cooperativas populares podem ter linha de crédito específica

Governo Federal prepara modalidade financiamento mais barato e específica para cooperativas populares

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SÃO PAULO – O Governo Federal prepara uma linha de crédito específica para cooperativas populares a ser concedida pela CEF (Caixa Econômica Federal). Essa alternativa de financiamento terá juros menores que os de mercado e irá ajudar essas cooperativas a fazer investimentos e poder expandir suas atividades.

A Incubadora Tecnológica de Cooperativas da Universidade Federal do Rio de Janeiro foi encarregada de elaborar o modelo do financiamento.

Setor ocupa seis milhões de pessoas

Ainda que respondam pela geração de vários empregos, especialmente na área de serviços, produção e construção civil, as cooperativas ainda enfrentam inúmeras dificuldades no que refere à obtenção de financiamentos.

Um levantamento recente da OCB (Organização das Cooperativas do Brasil), referente ao ano passado, constatou que as cooperativas respondem por cerca de 6% do PIB (produto interno bruto) do país, ocupando diretamente quase seis milhões de pessoas. Dos quais 182 mil através de empregos diretos, e o restante como cooperados.

Cooperativas têm dificuldade de obter crédito

Desta forma, o novo programa busca preencher uma lacuna do mercado, uma vez que os programas de incentivo ao crédito atualmente oferecidos pelo Governo Federal, como, por exemplo, o Proger (Programa de Geração de Trabalho e Emprego) não atendem às necessidades das cooperativas populares da mesma forma que as micro e pequenas empresas.

Na opinião do coordenador da Incubadora Tecnológica de Cooperativas, Gonçalo Guimarães, isto acontece porque as exigências propostas pelos programas do governo para a concessão de linhas de crédito são incompatíveis com a realidade da maioria das cooperativas populares.

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Segundo informações da Agência Brasil, o tema foi alvo de discussão no seminário nacional sobre crédito para cooperativas populares, geração de trabalho e renda, encontro que reuniu representantes do sistema financeiro, organizações não governamentais (ONGs), parlamentares e pesquisadores para avaliar experiências já existentes no país, no Chile e no Uruguai.