Contrariando o front externo, Ibovespa abre em queda

Investidores optam pela cautela antes de importantes eventos programados para esta semana

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SÃO PAULO – Contrariando o sinal positivo do front externo, a bolsa brasileira registra em queda de 0,55% no pregão desta segunda-feira (27), aos 58.101 pontos, segundo cotação das 10h20 (horário de Brasília). Nos instantes iniciais do dia, o principal índice de ações da bolsa brasileira operava bem próximo da estabilidade.

Dentre os papéis que são negociados nesta manhã, destaque para Santander Brasil (SANB11, R$ 16,43, +2,50%),  Gafisa  (GFSA3, R$ 4,18, +2,20%),  Cielo  (CIEL3, R$ 59,26, +1,47%),  Embraer  (EMBR3, R$ 13,74, +1,10%) e Rossi  (RSID3, R$ 6,16, +0,98%).

Discursos à frente
Na sexta-feira, o presidente do Fed, Ben Bernanke, fará um aguardado discurso durante o simpósio anual da instituição em Jackson Hole, em Wyoming. Em 2010, Bernanke aproveitou o evento para preparar o terreno para uma segunda rodada de relaxamento quantitativo.

No sábado é a vez do pronunciamento do presidente do BCE, Mario Draghi. Segundo o Wall Street Journal, os membros da instituição consideram um plano que permitiria flexibilizar as metas de rendimentos de títulos de dívida pública, sem definir limites para bônus com vencimentos mais curtos, o que ajudaria a manter os custos de financiamento de países, como Espanha, mais baixos.

Decisão do Copom
No ambiente interno, o destaque fica com a decisão do Copom (Comitê de Política Monetária), na quarta-feira. Conforme o Boletim Focus, publicado pelo Banco Central, o mercado espera um novo corte de 0,50 ponto percentual na Selic, para 7,5% ao ano.

O documento do Banco Central apontou nova redução na perspectiva para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto), e outra alta na projeção para a inflação oficial. A previsão para Selic este ano continuou inalterada em 7,25% ao ano. 

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Arrefecimento chinês
Por enquanto, os investidores repercutem uma pesquisa do governo da China que mostrou que o lucro das principais companhias industriais do país diminuiu 5,4% em julho, na comparação com 2011, para 366,8 bilhões de yuans. A queda foi mais acentuada do que a registrada em junho, de 1,7%. Nos sete primeiros meses de 2012, o lucro dessas empresas caiu 2,7% ante ao mesmo período do exercício anterior.

(des)confiança alemã
No Velho Continente, o índice que mede a confiança dos empresários na Alemanha caiu pelo quarto mês consecutivo. O indicador, elaborado pelo instituto Ifo, recuou para 102,3 pontos este mês, contra 103,2 pontos de julho. A expectativa do mercado era de 102,7 pontos.

Contudo, o foco do mercado recai sobre o anúncio de que Alemanha e França vão lançar um grupo de trabalho com o objetivo de apresentar propostas conjuntas sobre questões da Zona do Euro como união fiscal e bancária.