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SÃO PAULO – De acordo com os dados divulgados pelo Banco Central nesta segunda-feira, dia 28 de fevereiro, em sua Nota da Política Fiscal, em janeiro o Brasil cumpriu com folga a meta de superávit primário de 4,25% do PIB (Produto Interno Bruto) firmada com o FMI (Fundo Monetário Internacional).
Apesar da elevação da apropriação de juros nominais, as contas apresentaram uma forte melhora em função da elevação do superávit primário em janeiro
Setor público registra forte superávit primário
O setor público registrou no mês de janeiro um forte superávit primário de R$ 11,373 bilhões, o que representa uma elevação de aproximadamente 64% em relação ao resultado positivo de R$ 6,950 bilhões registrado em igual período de 2004.
Em termos de porcentagem do PIB (Produto Interno Bruto), o superávit primário atingiu 7,43% no mês passado, acima do patamar de 5,18% do PIB do ano anterior. Além da melhora na comparação anual, vale destacar que o superávit primário superou com folga a meta do governo, que é de 4,25% do PIB.
NFSP apresentou grande redução
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Já a apropriação de juros nominais também apresentou uma elevação em janeiro. De acordo com os dados da Nota da Política Fiscal, a apropriação de juros nominais passou para R$ 12,275 bilhões em janeiro, contra R$ 10,967 bilhões em igual mês de 2004, um aumento de cerca de 12%.
Como reflexo do aumento do superávit primário, maior do que a expansão da apropriação de juros, a Necessidade de Financiamento do Setor Público (NFSP), ou déficit nominal, passou de R$ 4,017 bilhões em janeiro de 2004 para R$ 902 milhões em janeiro do ano passado, uma queda de mais de 77%.
Em termos de porcentagem do PIB, a necessidade de financiamento do setor público caiu de 3,00% do PIB para 0,59% do PIB na mesma comparação.
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Dívida líquida apresentou queda
A dívida líquida do setor público, por sua vez, atingiu o patamar de R$ 955,9 bilhões em janeiro deste ano, o que representa uma queda na comparação com os R$ 957 bilhões registrados em dezembro. Expressa em porcentagem do PIB, a tendência também foi de queda, passando de 51,9% para 51,5% do PIB.
Percebe-se, ao analisar os dados da nota, que o forte aumento do superávit primário reduziu de maneira substancial a necessidade de financiamento do setor público. No que se refere à redução da dívida, esta refletiu, além do maior superávit primário, o efeito da valorização cambial apresentada no período.