Conta de serviços e rendas novamente pressiona o saldo em transações correntes

Apesar do maior saldo comercial, superávit de junho foi de US$ 1,2 bilhão, 38% menor ao apurado em igual período de 2004

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SÃO PAULO – De acordo com os dados divulgados pelo Banco Central nesta segunda-feira, dia 25 de julho, em sua Nota do Setor Externo, o saldo de transações correntes referente ao mês de junho de 2005 registrou um desempenho inferior ao do mesmo período de 2004, devido, basicamente, à deterioração da conta serviços e rendas.

Conforme os números apresentados, o saldo de transações correntes apresentou um superávit de US$ 1,252 bilhão em junho deste ano, valor 38% inferior ao resultado positivo de US$ 2,021 bilhões apurados em igual período do ano anterior. No acumulado de 2005, por sua vez, a conta de transações correntes somou um saldo positivo de US$ 5,284 bilhões, melhor desempenho, portanto, que o superávit de US$ 4,413 bilhões acumulado nos seis primeiros meses do ano anterior.

Em termos de participação no PIB (Produto Interno Bruto), porém, houve uma queda em relação ao mesmo período de 2004. Segundo os dados do Banco Central, a relação transações correntes/PIB registrou uma baixa na comparação anual, passando de 1,50% nos seis primeiros meses de 2004 para 1,43% em igual período deste ano.

Balança comercial segue com bom desempenho

Dentre os componentes da conta corrente brasileira, o destaque novamente ficou com o saldo da balança comercial, que, atingiu um superávit de US$ 4,030 bilhões em junho, valor superior ao superávit de US$ 3,799 bilhões apurados em igual período do ano anterior.

As exportações passaram de US$ 9,328 bilhões em junho do ano passado para US$ 10,206 bilhões em igual período deste ano. Já as importações passaram de US$ 5,529 bilhões para US$ 6,176 bilhões. Nos seis primeiros meses de 2005, a balança comercial foi superavitária em US$ 19,667 bilhões, valor superior ao superávit de US$ 15,003 bilhões apurado em igual período de 2004.

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Considerando-se os números acumulados, as exportações totalizam US$ 53,677 bilhões nos seis primeiros meses de 2005, acima, portanto, que os US$ 43,306 bilhões registrados entre os meses de janeiro e junho do ano anterior. Por outro lado, as importações acumulam um saldo de US$ 34,010 bilhões em 2005, acima também dos US$ 28,304 bilhões acumulados no mesmo período de 2004.

Déficit da conta de serviços e rendas sobe forte

Em junho, a conta de serviços e rendas foi a que contribuiu de forma significativa para o pior desempenho do resultado da conta de transações correntes. O saldo de serviços e rendas passou de um patamar negativo de US$ 2,070 bilhões em junho de 2004 para um déficit de US$ 3,069 bilhões em igual mês de 2005.

No acumulado de 2005, a conta de serviços e rendas acumulou saldo negativo de US$ 16,066 bilhões, o que representa um avanço frente aos US$ 12,192 bilhões negativos acumulados em igual período do ano anterior.

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A conta de transferências unilaterais líquidas, por sua vez, apresentou mínima deterioração, ao passar de US$ 292 milhões em junho de 2004 para US$ 291 milhões no mesmo mês de 2005. Nos primeiros seis meses deste ano, a conta de transferências unilaterais líquidas registrou saldo positivo de US$ 1,683 bilhão, valor superior ao US$ 1,602 bilhão registrado nos seis primeiros meses de 2004.