Conta de água pode ficar mais cara, diz ANA

Motivo é o início da cobrança da taxa de gestão a algumas empresas. No entanto, encarecimento não deve ser significativo

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SÃO PAULO – A conta de água pode ficar mais cara. A informação foi dada na última quarta-feira (21) – um dia antes de se comemorar o Dia Mundial da Água – pelo presidente da Agência Nacional de Águas (ANA), José Machado, durante realização de audiência pública na Comissão de Minas e Energia, da Câmara Federal.

O motivo apontado pelo executivo é o início da cobrança da taxa de gestão, que será empregada aos usuários das bacias hidrográficas – principalmente de empresas que utilizam o recurso como matéria-prima. Esse aumento pode, então, ser repassado aos consumidores residenciais, mas Machado garantiu que o encarecimento não será significativo.

Financiamento

Aproveitando a ocasião, o presidente da agência afirmou que uma forma de se melhorar a gestão dos recursos hídricos brasileiros é conceder maior financiamento ao sistema, que hoje é feito com 0,75% do faturamento do setor elétrico. Além disso, de acordo com a Agência Câmara, esses recursos são contingenciados.

“Se não fossem, seriam R$ 150 milhões por ano, o triplo do que a ANA dispõe hoje”, disse Machado.

Escassez de água

Vale lembrar que apenas 2,5% da água disponível no mundo é doce e que, dentro desse universo, um terço está disponível para consumo humano. No Brasil, segundo Machado, encontra-se 12% do total do recurso disponível no planeta, contudo, por conta do desperdício, já há problema de abastecimento em alguns estados, como o Rio Grande do Sul.

Uma alternativa à escassez são os recursos do aqüífero guarani, que abrange vários Estados brasileiros e é considerado o maior reservatório subterrâneo de água do mundo. Porem, a União não tem competência para liberar/regular o uso de recursos que estejam sob o solo, sendo esse ponto responsabilidade dos governos estaduais.

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Machado lembrou que há uma proposta de emenda à Constituição em tramitação na Câmara que transfere esse poder à Presidência, o que facilitaria a exploração.