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SÃO PAULO – Os números da terceira e última prévia do PIB (Produto Interno Bruto) dos Estados Unidos no primeiro trimestre decepcionaram analistas. A surpresa foi provocada principalmente por um nível de consumo abaixo do esperado e um déficit comercial maior.
A expansão da economia dos EUA foi de 2,7%, de acordo com dados anualizados divulgados pelo Departamento de Comércio nesta sexta-feira (25), ante expectativas de que o avanço viesse em linha com a prévia anterior, de 3%. No quarto trimestre, a expansão foi de 5,6%.
Os dados mostraram que a economia ficou mais dependente dos estoques e menos direcionada pela demanda dos consumidores e empresas, em um contexto de desemprego elevado e turbulência no mercado financeiro em decorrência da crise europeia.
Supresas
Os gastos dos consumidores subiram 3% no período, também de acordo com dados anualizados, mas ficaram abaixo das expectativas de aumento de 3,5%. O nível de consumo é um indicador amplamente acompanhado nos EUA, por responder pela maior parte da atividade econômica do país.
Já o déficit comercial foi revisado para US$ 373 bilhões, ante US$ 368,3 bilhões, por conta do aumento de 14,8% nas importações, maior que o esperado. As exportações, por sua vez, cresceram 11,3%.
Os investimentos empresariais também foram revisados para baixo, com alta de 2,2%, frente ao avanço de 3,1% reportado anteriormente. Já os estoques empresariais surpreenderam positivamente, atingindo US$ 41,2 bilhões, contra US$ 33,9 bilhões na prévia anterior.
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Mais dados
Os investimentos em construções cederam 10,3%, enquanto os gastos públicos exibiram a maior queda desde o segundo trimestre de 1981. Já o índice de preços ao consumidor aumentou 1,6% na taxa anualizada, enquanto o núcleo do índice, que exclui alimentos e energia, subiu 0,7%.
Por sua vez, os lucros corporativos aumentaram 8% na passagem trimestral, acima da estimativa anterior de avanço de 5,5%. No setor financeiro, os ganhos aumentaram em US$ 11,2 bilhões, enquanto fora do setor o lucro subiu US$ 79,6 bilhões.