Consumo de energia elétrica não atinge meta neste mês e preocupa governo

Os dados divulgados recentemente que mostram que a meta de racionamento não foi atingida em nenhuma das regiões neste mês, preocupam os dirigentes da Câmara de Gestão da Crise de Energia (GCE). Apesar do consumo ainda estar dentro da faixa de oscilação estruturada pelo governo, este é um sinal de que a população começa a […]

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Os dados divulgados recentemente que mostram que a meta de racionamento não foi atingida em nenhuma das regiões neste mês, preocupam os dirigentes da Câmara de Gestão da Crise de Energia (GCE). Apesar do consumo ainda estar dentro da faixa de oscilação estruturada pelo governo, este é um sinal de que a população começa a se acomodar e a consumir mais energia. Justamente para evitar que haja este tipo de atitude o governo pode estender benefícios financeiros e volta a falar no Plano B.

No período entre os dias 15 e 21 de agosto, foi apurada uma queda do consumo na região Nordeste de 19%, enquanto o Centro-Oeste e o Sudeste economizaram 19,9%, frente à meta estipulada pelo governo de redução de 20% do consumo energético. A maior apreensão atualmente é a de que a população não consiga mais reduzir o consumo energético até o fim do racionamento. Ao mesmo tempo em que a adoção de novas medidas adicionais foram descartadas pelo governo, não está rejeitado o plano B que envolve feriados e apagões.

Uma das tentativas da GCE para manter a redução do consumo é estender o benefício concedido aos consumidores de até 100kWh por mês, garantindo o pagamento dos bônus para consumidores na faixa de consumo entre 100 kWh e 200 kWh por mês. Inicialmente estimava-se que as distribuidoras poderiam pagar tais bônus com a receita gerada com a sobretaxa para consumidores que ultrapassam sua meta de consumo. Contudo, os recursos não foram suficientes, exigindo assim um novo estudo para o assunto.

Uma das opções era utilizar recursos do Tesouro Nacional ao menos para garantir os bônus para as faixas de até 100kWh por mês, conforme proposto pelo ministro Pedro Parente, que dirige a GCE. Agora a intenção é centralizar todo o montante arrecado com a sobretaxa e ratear entre os consumidores em esfera nacional, eliminando assim as distorções geradas entre as distribuidoras.

Outra arma do governo é o chamado Plano B do racionamento, que exigirá um esforço ainda maior da população e que poderá gerar um significativo impacto negativo sobre a economia nacional. Os feriados em um dia da semana, possivelmente as segundas-feiras, seguidos do corte programado do fornecimento de energia elétrica, o chamado apagão, terão de ser acompanhados pela readaptação do setor produtivo a esta realidade. Sendo assim, é possível que as indústrias eliminem postos de trabalho, contribuindo para o aumento do desemprego e freando a expansão econômica brasileira.

O governo espera não ter de utilizar o Plano B e por isso quer que a população continue a poupar energia de todas as formas. O cenário negativo que pode ser gerado através da adoção do Plano B poderá minar a imagem do governo frente à sociedade, o que deve ser evitado de qualquer forma em véspera de ano eleitoral.

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