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SÃO PAULO – Nas grandes metrópoles do Brasil, os consumidores estão sempre apressados e valorizam empresas que valorizam agilidade e praticidade no atendimento e fácil acesso para se locomover até o estabelecimento comercial. De acordo com levantamento realizado pela empresa de pesquisas empresariais, Geografia de Mercado, os consumidores não são muito tolerantes.
Tolerância de até 30 minutos
A pesquisa revelou que os consumidores toleram, no máximo, gastar cinco minutos de carro ou a pé para chegarem à padaria. No caso, das agências bancárias, a tolerância passa para dez minutos, enquanto para os hipermercados, os consumidores aceitam gastar quinze minutos.
Para chegar até o shopping center, a tolerância chega a vinte minutos tanto para carro como a pé. Se a intenção for visitar um home center, os consumidores toleram trinta minutos de percurso.
Consumidor busca praticidade
Na opinião da consultora do Sebrae, Thais Helena de Lima Nunes, atualmente, os lojistas devem se preocupar com outros critérios para conseguir alavancar as vendas. Além dos já conhecidos, produto, preço, promoção e praça. Entre esses novos critérios que devem ser adotados estão a imagem, a utilidade, a mordomia e o preço.
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Com a correria nas grandes cidades, os consumidores passaram a valorizar estabelecimentos que oferecem produtos e serviços com qualidade e comodidade, mesmo que essas mordomias acabem implicando num aumento do preço a ser pago.
No caso, da padaria Danúbio, o fácil acesso acabou sendo o grande atrativo do estabelecimento. Há cinqüenta anos localizado na mesma região, a maior parte dos clientes mora nas proximidades. O mesmo ocorre com o Botafogo Praia Shopping, onde grande parte do público mora nas proximidades. Mesmo com a instalação de outros dois shoppings, o Rio Sul e o Rio Off-Price, o Botafogo não acredita que seus clientes deixaram de freqüentar o shopping.
Fácil acesso atrai consumidores para as lojas de rua
No entanto, o levantamento não levou em consideração as lojas de rua. Mesmo assim, os lojistas acreditam que a consolidação das lojas de rua no país se deve, principalmente, a praticidade que as mesmas oferecem aos seus clientes. De acordo com o Sebrae, a loja de rua deve oferecer um adicional ao cliente para conseguir se sobressair na região.
Se a área é empresarial, por exemplo, seria uma boa alternativa montar um restaurante para os funcionários da região. O lojista deve levar em conta o público alvo, o perfil dos consumidores da região e o próprio poder aquisitivo. A papelaria Shine TLM avaliou esses fatores ao abrir o seu ponto em frente a um colégio.
Sazonalidade precisa ser avaliada
Contudo, nesse último caso, também é válido lembrar que o lojista deve avaliar como irá se manter nas épocas de baixa demanda desse publico especifico. No caso da papelaria, por exemplo, o lojista deve avaliar se a região possui potencial durante o período de férias, se sem os alunos do colégio, o dono da papelaria irá conseguir manter a rentabilidade do estabelecimento.
Afinal, nessa época, os alunos estão de férias, mas as contas, os impostos, os salários não deixam de chegar e precisam ser pagas com a mesma pontualidade dos outros meses.