Consumidor volta às compras e gasto médio com alimentação cresce 7,8%

Gasto com alimentação fora de casa cresceu menos e está 3,8% maior do que antes crise, que não abalou otimismo

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SÃO PAULO – Os consumidores do País estão gastando mais com produtos alimentícios e bebidas dentro de casa. O gasto médio com a compra desses itens apresentou incremento de 7,8%, em relação aos meses anteriores à crise econômica, enquanto que o consumo desses produtos fora de casa sofreu um aumento menor, de 3,6%.

Os dados são da pesquisa da Abre (Associação Brasileira de Embalagem) “Por onde anda o consumidor”, realizada pela LatinPanel. Segundo o estudo, os dados mostram que o consumidor voltou a consumir.

E o retorno às compras está mais ligado aos preços do que efetivamente à estabilidade do cenário econômico pós-crise. De acordo com a pesquisa, a alta de preços impacta muito mais no consumo do que a crise, o que indica que o quesito preço é determinante na decisão da compra.

Sem crises

A pesquisa ainda revelou que, mesmo em seus momentos mais acentuados, a crise não abalou o otimismo dos consumidores e, com a melhora dos indicadores econômicos, a crença de que dias melhores virão se acentuou ainda mais entre os brasileiros.

Em dezembro do ano passado, quando a crise econômica já registrava impactos sobre o Brasil, 90% dos consumidores avaliaram sua situação econômica como melhor ou igual ao ano anterior. Em fevereiro, com a crise ainda forte por aqui, o índice de otimismo com relação à situação econômica foi menor e alcançou 77%.

Com o discurso “o pior já passou” em voga, a percepção melhorou e fez com que, em junho, 95% dos consumidores acreditassem em melhora da situação econômica frente ao ano anterior.

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Cuidados com a saúde

O levantamento indica que os brasileiros estão consumindo mais alimentos funcionais, aqueles que têm alguma função nutritiva específica para o corpo, ajudando na prevenção e tratamento de doenças. Em 2005, a penetração desses produtos no mercado brasileiro alcançava 11,9% . Em 2008, o índice foi para 20%.

Quem mais consome os produtos tem renda elevada, pois 55% dos consumidores de alimentos funcionais encontram-se nas classes A e B.