Consumidor paulista pagará à vista e deverá gastar pouco com as compras de Páscoa

Esses produtos são comprados junto com os convencionais, assim é difícil traçar um perfil prévio de consumo, diz ACSP

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SÃO PAULO – Os consumidores paulistas pagarão as compras de Páscoa, preferencialmente, à vista e com cheque pré-datado, embora o cartão de crédito não seja descartado, segundo o economista-chefe da ACSP (Associação Comercial de São Paulo), Marcel Solimeo.

Essas formas de pagamento não diferem das mais utilizadas no varejo. Isso porque os produtos de Páscoa, geralmente, são adquiridos junto com as compras convencionais.

Por conta disso, o economista afirma que é difícil traçar um comportamento prévio do consumidor tanto quanto à forma de pagamento, como quanto ao gasto médio com esses produtos. “O que se pode dizer é que, no geral, os valores não deverão ser muito elevados”.

Tradição pode trazer bons resultados

Solimeo lembra que a data é importante para o setor de supermercados, já que este concentra a venda dos produtos mais tradicionais da época. Segundo ele, o fato de esse setor não depender do crédito faz com que as expectativas para as vendas deste ano sejam boas.

Para a Apas (Associação Paulista de Supermercados), as vendas desses produtos devem ter alta de 5%. Apesar da boa previsão, os preços estão mais elevados neste ano.

De acordo com a Abras (Associação Brasileira de Supermercados), os produtos de Páscoa estão, em média, 6,8% mais caros do que em 2008.

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Outra pesquisa, realizada pela Fundação Procon-SP, revelou um aumento médio de 12% nos preços somente na capital paulista, frente ao mesmo período do ano passado.

Páscoa carioca

De acordo com a Agência Brasil, os consumidores fluminenses gastarão, em média, R$ 50 por pessoa com produtos dessa época. Esses clientes utilizarão o cartão, dinheiro e cheque pré-datado como as formas de pagamento preferidas.

A previsão é do Centro de Estudos do CDL (Clube dos Diretores Lojistas), que identificou que essa época pode se transformar em um novo Dia dos Namorados e estima que, por lá, as vendas sejam 7% superiores as do ano anterior.

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“Essa mudança se deu em razão de dois fatores principais: por ser tratar de uma data que representa coisas que nos remetem à infância e de fomentar o romantismo. Por isso, os empresários estão inovando a cada ano na data para seduzir os consumidores”, afirma o presidente do CDL, Aldo Gonçalves.