Consumidor fica preocupado com futuro do gás e conversão de carros cai 65%

Em média, 20 mil veículos ganham essa tecnologia todos os meses. Situação com a Bolívia ainda gera polêmica

Por  Equipe InfoMoney -

SÃO PAULO – Com medo que a nacionalização dos hidrocarbonetos bolivianos, anunciada no ano passado, resulte em desabastecimento ao mercado interno brasileiro, consumidores começaram a se preparar. De acordo com a Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás, houve queda de 65% no total de conversões de carros para adaptação da tecnologia em abril.

Com um preço médio de R$ 3 mil, a entidade aponta que, em média, 20 mil veículos são convertidos mensalmente em todo o País. O Instituto Brasileiro de Petróleo, por sua vez, prevê que a frota de automóveis com o kit esteja em 1,3 milhão de unidades.

Desaceleração e polêmica

De qualquer maneira, o crescimento cada vez menor do Gás Natural Veicular (GNV) explica a desaceleração do mercado de gás natural no País, que crescia à taxa de 20% ao ano até 2004. Em 2005, o ritmo já foi menor (8%). Em 2006, ficou em 4%.

E a questão ainda deve gerar polêmica. Sem relação direta com as negociações Brasil/Bolívia, a Abegás anunciou recentemente que o preço do metro cúbico do combustível aumentaria a partir de abril nos postos brasileiros já a partir deste mês.

Isso seria resultado de uma adequação de preços na ordem de 20% imposta pela Petrobras e atingiria 12 Estados. Esse encarecimento ao consumidor, contudo, foi rebatido pela Associação Brasileira de Gás Natural Veicular (ABGNV).

ANP

A situação de preços ainda deve demorar alguns dias para chegar à tona: a Agência Nacional de Petróleo (ANP) só divulgará o índice de preços da primeira semana de maio entre as próximas sexta (04) e segunda-feiras (07).

Na análise mensal de abril, a agência constatou que o valor cobrado pelo metro cúbico do combustível ficou estável em R$ 1,253 na média nacional, entre abril e março.

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