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SÃO PAULO – O preço da gasolina pode baixar cerca de 3% ao consumidor no final deste ano ou no início do ano que vem. A expectativa é da RC Consultores, após realização de estudo sobre o mercado do produto. A Petrobras, por sua vez, explica que não há perspectiva de mudança na cobrança do combustível.
Segundo o estudo, o litro do produto é vendido este mês às distribuidoras nacionais 12% mais caro do que o valor empregado no mercado internacional (de R$ 0,91 para R$ 1,02, respectivamente). Diferença que não chegou ao bolso do consumidor.
Por que não muda agora?
Por conta da grande volatilidade (oscilação) no preço do barril de petróleo, a estatal brasileira não repassa às distribuidoras brasileiras as alterações de valores a curto prazo. Um exemplo disso é a manutenção da cobrança às distribuidoras desde outubro do ano passado, mesmo após o barril de petróleo atingir preços históricos.
“Também deve-se levar em conta que estamos em ano eleitoral. Nenhum governante que se preze aumenta o preço da gasolina nessa situação”, explicou Fábio Silveira, da RC Consultores.
Expectativa
“Caso não haja nenhuma mudança acentuada no preço do petróleo, há uma potencial possibilidade da gasolina baixar no fim deste ano, início do ano que vem, entre dezembro e janeiro, para as distribuidoras”, destacou Silveira.
Essa queda pode ser, segundo o consultor, de cerca de 5%. “Mas ainda é muito cedo para afirmar qualquer coisa, há muita volatilidade nesse mercado”, explicou.
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Havendo essa queda, a redução que o consumidor sentiria seria de aproximadamente 3%. Conforme último levantamento semanal da Agência Nacional de Petróleo (ANP), divulgado na segunda-feira (18), o preço médio do litro cobrado na bomba era de R$ 2,50.