After Market

Construtora tem prejuízo de R$ 100 milhões; 2 dividendos, leilão de ações e mais notícias no radar

Confira os principais destaques corporativos da noite desta quarta-feira (29)

SÃO PAULO – O noticiário corporativo da noite desta quarta-feira (29) tem como destaque o pagamento de dividendos da MRV e a proposta do Banrisul. Enquanto isso, a Eletropaulo informou que vendeu todas as suas ações preferenciais em leilão na Bolsa. Confira os destaques:

MRV Engenharia (MRVE3)
A MRV anunciou que o pagamento dos dividendos de R$ 0,34 por ação serão disponibilizados nesta quinta-feira (30). O total da remuneração ficou em R$ 150.075.042,56 baseado na posição acionária do dia 03 de março.

Banrisul (BRSR6)
O Banrisul propôs o pagamento de R$ 16.677.064,42 em dividendos, com o tema sendo debatido em assembleia no dia 28 de abril, data que também servirá de base para o pagamento.

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Eletropaulo (ELPL4)
A Eletropaulo informou que vendeu todas as 7.947 ações preferenciais ofertadas em leilão realizado na BM&FBovespa no dia 14 de março. Em relação às ações ordinárias, a companhia disse que continuará realizando quantos leilões forem necessários para vender a totalidade ofertada, de 14.238 papéis.

A operação acontece no âmbito da cisão parcial da AES Elpa e incorporação do acervo cindido pela Eletropaulo aprovada em 23 de dezembro. A cisão e a incorporação fazem parte da reestruturação das duas empresas e da Brasiliana Participações. Com a mudança, a Eletropaulo passa a ser controlada diretamente pela AES Brasil e pelo BNDES.

BR Malls (BRML3)
O Conselho de Administração da BR Malls deliberou, por unanimidade, dar início à
sucessão do atual diretor-presidente da companhia, com a indicação de Ruy Kameyama para o cargo. Segundo a companhia, o processo será concluído até 02 de maio.

Viver (VIVR3)
A Viver, primeira incorporadora listada na bolsa em processo de recuperação judicial, encerrou o quarto trimestre de 2016 com prejuízo líquido de R$ 102,2 milhões, montante 11,5% maior do que o prejuízo de R$ 91,7 milhões registrado no mesmo trimestre de 2015. Em 2016, o prejuízo totalizou R$ 347,1 milhões, uma piora de 33,1% frente a 2015.

O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado foi negativo em R$ 96,1 milhões no quarto trimestre de 2016, piora de 128,3% na comparação anual. Em 2016, o Ebitda ajustado também ficou negativo, em R$ 201,7 milhões, deterioração de 130,6%.

A receita líquida no quarto trimestre foi negativa em R$ 4,2 milhões, uma reversão frente ao faturamento de R$ 10,5 milhões um ano antes. Em 2016, a receita líquida também ficou negativa, totalizando R$ 17,9 milhões, enquanto em 2015 teve faturamento de R$ 112 milhões.

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A receita líquida negativa é explicada pelos cancelamentos de vendas de imóveis ocorridos durante o ano, que totalizaram R$ 140,7 milhões. Esse foi o principal motivo para o prejuízo da companhia.

O prejuízo da Viver também reflete a baixa atividade de lançamento e venda de imóveis, que impede a diluição de custos fixos. A incorporadora também sofreu com os cortes no projeto Residencial Belvedere. Outro impacto negativo veio das reduções de valores de terrenos cujos lançamentos foram postergados e imóveis negociados com descontos. Por fim, foram feitas novas provisões para demandas judiciais.

A Viver não lançou nenhum novo empreendimento imobiliário em 2016, em linha com sua estratégia de preservação de caixa, e direcionar os esforços no seu processo de reestruturação, na monetização dos recebíveis e do estoque vigente.

As vendas contratadas brutas de imóveis no quarto trimestre de 2016 foram de R$ 17,9 milhões. Como o volume de distratos foi de R$ 9,2 milhões, as vendas líquidas chegaram a R$ 8,7 milhões. Já no acumulado de 2016, a empresa teve mais devoluções do que vendas de imóveis. No ano, as vendas contratadas brutas foram de R$ 93,1 milhões e as vendas contratadas líquidas foram negativas R$ 47,6 milhões.

Ao final de 2016, a Viver possuía R$ 1,17 bilhão de dívida total e R$ 33,1 milhões em disponibilidade de caixa.

(Com Agência Estado)