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SÃO PAULO – O presidente do Fed da Filadélfia, Charles Plosser, afirmou na terça-feira (25) que o Banco Central norte-americano está vigiando atentamente o nível geral de preços. Ao contrário do que o corte da taxa básica de juro possa sugerir, “ainda não estamos prontos para declarar vitória contra a inflação”, declarou Plosser.
As pressões inflacionárias são uma lembrança que atormenta Ben Bernanke e sua equipe. Elas não impediram a queda de 50 pontos-base da Fed Funds Rate, mas certamente tornaram a decisão muito mais difícil.
Enquanto o mercado imobiliário dos EUA exigia atenção especial, o principal indicador de preços acompanhado pelo Fed também incomodava. O núcleo do PCE marcava inflação de 1,9% em 12 meses, bastante próxima ao limite máximo de tolerância de 2,0%.
Para Bernanke, um acadêmico conhecido por defender o sistema de metas de inflação, baixar o juro básico com poucos graus de liberdade em relação ao avanço dos preços não foi nada trivial.
Mais difícil para Bernanke
Quando o presidente do BC norte-americano era Alan Greenspan, iniciativas de flexibilização monetária não vinham acompanhadas de ressalvas tão fortes.
Na época, os EUA conciliavam crescimento sadio e baixa inflação, graças à ajuda do “efeito-China”, como já admitiu Greenspan. Agora, porém, a produtividade chinesa começa a dar sinais de desaceleração e alguns economistas questionam se o país asiático conseguirá manter os baixíssimos preços praticados durante os últimos anos.
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Portanto, Bernanke parece ter uma missão mais árdua que a de seu antecessor. Seu objetivo de alcançar crescimento moderado e inflação sob controle encontra obstáculos na crise do subprime e nas mudanças estruturais da economia global.
Por ora, as decisões do Fed são bem recebidas pelo mercado, mas ilustram uma reação urgente a problemas inesperados. Só os próximos trimestres dirão se Ben Bernanke passou por esse primeiro teste sem sacrificar antecipadamente as conquistas à frente.