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Conselho da Renner propõe pagar 50% do resultado em dividendos; prévias de MRV e Helbor e mais destaques

Confira os destaques do noticiário corporativo na sessão desta sexta-feira (17)

A Lojas Americanas comunicou que levantou R$ 222 milhões com seu aumento de capital, através da subscrição de 5,1 milhões de ações ordinárias e 9,9 milhões de preferenciais. As sobras, uma quantidade ao redor de 430 mil ações, serão oferecidas na B3 até 27 de janeiro. As construtoras e incorporadoras imobiliárias MRV e Helbor informaram ontem as prévias dos seus resultados no quarto trimestre de 2019.

Lojas Renner (LREN3)

O Conselho de Administração da Lojas Renner propôs aumentar o payout (porcentual de pagamento de dividendos e juros sobre capital próprio) para os acionistas para 50% do resultado do exercício de 2019, versus cerca de 40% nos últimos anos. O assunto será debatido na próxima Assembleia Geral Ordinária (AGO), a ser realizada em 16 de abril de 2020.

Lojas Americanas (LAME4)

A Lojas Americanas comunicou ontem ao mercado que foram subscritas 5,1 milhões de ações ordinárias e 9,9 milhões de preferenciais no seu aumento de capital, totalizando uma soma um pouco superior a R$ 222 milhões. As sobras, ou ações não subscritas, somam ao redor de 430 mil, entre ordinárias e preferenciais, e serão vendidas na B3 a partir de hoje, com prazo até 27 de janeiro.

MRV (MRVE3)

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A construtora e incorporadora imobiliária MRV apresentou ontem ao mercado sua prévia do quarto trimestre de 2019. Entre os principais resultados, a MRV afirma que 2019 foi o “melhor ano de lançamentos da companhia em VGV, com crescimento de 7,4% sobre 2018”. A MRV também comunica que 2019 foi o melhor ano em produção, com crescimento de 7,3% sobre 2018.

“Em 2019 também tivemos o menor volume de distratos, com redução de 50,6% em relação a 2018”. A MRV afirma que o número de distratos caiu de 990 em 2018 para 489 em 2019.

Segundo o Credit Suisse, embora a MRV tenha apresentado lançamentos fortes de R$ 2,4 bilhões no trimestre, os dados em conjunto foram considerados fracos. “Os lançamentos não foram suficientes para impulsionar as vendas, que permaneceram estáveis. Houve forte queda no VSO para 12,8%, abaixo da Direcional (14,3%). O nível de estoque está aumentando, o que deve piorar a dinâmica do capital de giro, a não ser que a companhia decida reduzir os lançamentos, o que não parece provável”, comentam os analistas. Segundo eles, outro ponto preocupante é a queda da produção, “base para nossa visão mais cautelosa para o papel e o downgrade de novembro”.

O banco Credit Suisse manteve hoje a avaliação “underperform” (abaixo da média) para os papéis da construtora e incorporadora.

Helbor (HBOR3)

A construtora e incorporadora imobiliária Helbor divulgou ontem seus resultados prévios do quarto trimestre e do ano de 2019. Segundo a empresa, suas vendas totais cresceram 133% no quarto trimestre, sobre o esmo período de 2018.

A Helbor afirma que o destaque foram as vendas de unidades prontas, que representaram 63% do total vendido no período. A Helbor afirma que vendeu R$ 175 milhões em imóveis comerciais e usará os recursos para amortização de debêntures emitidas em junho do ano passado. Os imóveis que compõem o portfólio da operação são o One Eleven, o CittyOsasco e o Neolink Office. “As vendas totais de 2019 atingiram R$ 1,73 bilhão, crescimento de 40% sobre 2018. Já as vendas da parte Helbor totalizaram R$ 1,24 bilhão, 37% superiores ao mesmo período de 2018”, informou a companhia.

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O Bradesco BBI aumentou em 7% o preço-alvo da ação da construtora e incorporadora imobiliária Helbor, que ontem publicou seus resultados preliminares do quarto trimestre de 2019. Segundo o BBI, o preço-alvo da ação passou de R$ 4,66 para R$ 5,00. A análise classificou como “fortes” os resultados preliminares.

“Os lançamentos atingiram R$ 365 milhões no trimestre, alta de 170% sobre o mesmo período do ano passado. As vendas contratadas cresceram 584% sobre o quarto trimestre de 2018, apoiadas principalmente por propriedades comerciais. “Nós esperamos que a Helbor continue a se beneficiar da retomada do mercado”, avaliam.

Burger King (BKBR3)

O Banco Morgan Stanley iniciou a cobertura das ações do Burger King Brasil com uma classificação “underweight”, que é de desempenho abaixo da média. “O Burger King Brasil tem uma história atraente de crescimento, forte execução e o foco na lucratividade. Contudo, esperamos que o papel continue com desempenho abaixo da média em 2020, por causa da crescente competição e custos maiores de produção”, comentam os analistas do banco. O cenário não é de todo ruim, já que projetam expansão de 12% nas vendas no conceito mesmas lojas entre 2019 e 2022.

“O foco na lucratividade e disciplina é refletido no retorno das lojas, que está acima das nossas estimativas para a Alsea. Estimamos que a abertura de novas lojas acrescente US$ 1,6 por ação (9%) a cada ano”, comentam.

CSN (CSNA3)

A CSN foi rebaixada de compra para manutenção pelo HSBC. O preço-alvo é de R$ 16, o que implica em potencial de alta de 8,4% em relação ao último fechamento.

BR Distribuidora (BRDT3)

A BR Distribuidora assinou com a Bitumina Industries, com sede em Dubai, documento que estabelece exclusividade por 90 dias para negociação para venda de 100% das ações da Stratura Asfaltos, com sede em Paulínia.

Eletrobras (ELET3; ELET6)

A Eletrobras informou ao mercado que sua subsidiária Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf) concluiu no dia 15 a energização dos aerogeradores dos complexos eólicos Pindaí I, II e III. Os três complexos eólicos, localizados no interior da Bahia, são compostos por 55 aerogeradores, dos quais 35 estão em operação comercial e 20 em testes. A Eletrobras afirma que quando todos estiverem em operação, irão agrega 110 MW à capacidade instalada da Chesf, o que equivale a uma receita de R$ 70,7 milhões.

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