Conheça o fundo que “descobriu” Apple e Google e embolsou US$ 3,5 bi com o Whatsapp

Um dos gestores do fundo Sequoia Capital, Jim Goetz, passou a ser considerado um dos "deuses do Vale do Silício" após ter retorno de 50 vezes o valor do seu investimento

Publicidade

SÃO PAULO – A Sequoia Capital, único investidor de risco no WhatsApp, deve lucrar US$ 3,5 bilhões com a venda do serviço de mensagens para o Facebook, anunciado na última quarta-feira (20), por até US$ 19 bilhões no maior negócio da internet em mais de uma década.

De acordo com informações obtidas pela Bloomberg, a Sequoia – que apoia algumas das principais empresas do Vale do Silício desde que foi fundada, em 1972, pagou cerca de US$ 8 milhões em 2011 e mais US$ 50 milhões mais tarde por uma participação de 15% no WhatsApp. A empresa, com sede na Califórnia, foi um dos primeiros investidores em gigantes da internet, como Apple, Yahoo e Google, que havia realizado o maior IPO (Initial Public Offering), até ser superado pelo Facebook em 2012. 

O executivo JP Gan, da administradora de ativos de US$ 1,1 bilhão Qiming Venture Partners, destacou à Bloomberg que este é um grande negócio para a Sequoia, que se focou em empresas de internet em sua estratégia de investimentos e fez “ótimas opções” nos últimos anos.

O fundo destacou, em nota publicada após o anúncio, que os fundadores do WhatsApp Jan Koum e Brian Acton criaram a “espinha dorsal” das comunicações pela internet, em meio à sua dedicação para fornecer um serviço eficiente. 

Ligações entre Zuckerberg e a Sequoia vinham de 2004
Vale ressaltar que a Sequoia também apoiou o serviço de compartilhamento Instagram, que o Facebook também comprou por US$ 1 bilhão. 

E, além destas duas operações, as histórias da Sequoia e do Facebook já mostram ligações desde 2004, ano em que Zuckerberg criou o site de relacionamentos. Pouco antes de se mudar para o Vale do Silício, o fundador do Facebook fez uma apresentação para conseguir investimentos vestindo pijama. 

Continua depois da publicidade

A negociação nunca foi para a frente mas, mesmo assim, a Sequoia que “ri por último com a operação”, ao obter um retorno 50 vezes maior do que o valor investido. E, com esse retorno “monstruoso”, a imprensa norte-americana já chama um dos gestores, Jim Goetz, de “o novo Deus do Vale do Silício”. 

Antes de Goetz virar um investidor, ele era um empreendedor. Ele foi um dos fundadores da VitalSignals e depois foi para a Accel Partners, uma venture capital proeminente no Vale do Silício. Ele entrou na Sequoia em 2004 e focou em start-ups em empresas de internet móvel. 

Autor avatar
Lara Rizério
Mercados | Economia | Onde Investir

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.