Conheça mais e escolha o melhor fundo de renda fixa para o seu bolso

Fundos de investimento de renda fixa são a opção mais popular de investimento no Brasil; conheça as diferenças entre eles

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SÃO PAULO – Os fundos de renda fixa são atualmente a opção mais popular de investimento no Brasil, superando todas as demais categorias de fundos e mesmo a tradicional caderneta de poupança, que foi ultrapassada em janeiro pelos fundos mistos como a segunda alternativa.
Contando com o elevado ritmo de captação nos últimos doze meses, que atingiu R$ 34,5 bilhões no final de janeiro, o patrimônio líquido dos fundos de renda fixa atingiu R$ 185 bilhões em 30 de janeiro. Já os fundos mistos, que incluem os multimercados e os balanceados, fecharam o primeiro mês do ano com patrimônio de R$ 144,1 bilhões, contra um saldo de R$ 143,3 bilhões da caderneta de poupança.
Quatro categorias

Como a categoria de fundos de renda fixa cresceu de forma significativa, uma boa alternativa é tentar diferenciar entre as várias subcategorias dentro da renda fixa, já que isso pode alterar a rentabilidade e o perfil de risco destes fundos.
Usando a metodologia da Anbid, a Associação Nacional dos Bancos de Investimento, reconhecida como a principal especialista no segmento de fundos de investimento no Brasil, os fundos de renda fixa podem ser divididos em quatro categorias.

São elas, ordenadas de forma crescente por exposição a produtos de maior risco: fundos de renda fixa, conhecidos no mercado como renda fixa tradicional, renda fixa crédito, renda fixa multi-índices e renda fixa alavancados.
Tradicionais versus crédito

Os fundos de renda fixa são algumas vezes chamados de não referenciados, pois não podem investir em ativos financeiros que sigam determinados indexadores, como índices de preços ou dólar, além de não poderem investir em renda variável, como ações, por exemplo.
Além disso, os chamados fundos tradicionais podem investir em instrumentos de renda fixa pré-fixados, onde a taxa de juro é determinada quando do momento de aplicação, restritos, porém, a títulos com baixo risco de crédito e sem o uso de alavancagem, ou seja, não podendo investir em derivativos para impulsionar sua rentabilidade. Assim, são fundos de menor risco, o que muitas vezes acaba refletindo em uma menor rentabilidade.
Já os renda fixa crédito seguem os mesmos critérios dos fundos tradicionais, à exceção da limitação de investir apenas em ativos de baixo risco, pois podem investir em ativos de qualquer espectro de risco de crédito, incluindo títulos de renda fixa, como debêntures, por exemplo, do setor privado.
Multi-índices e alavancados

Os fundos multi-índices seguem os parâmetros dos fundos renda fixa crédito, podendo, além disso, investir em ativos corrigidos por índices de preços, como o IGP-M e o IPCA, por exemplo. Isso garante uma estratégia diferente de investimentos do que os demais, que têm a maioria de suas carteiras investidas em ativos pré-fixados.

Por fim, os fundos renda fixa alavancados são aqueles, dentre os fundos de renda fixa, que têm maior flexibilidade de investimentos, podendo aplicar, além de ativos de maior risco de crédito ou corrigidos por índices de preços, também em derivativos de renda fixa. Isso, em geral, garante uma rentabilidade maior, mas muitas vezes também, dependendo da composição das carteiras, pode implicar em um maior risco para o investidor.

Pesquise e escolha a melhor alternativa

Com estes dados, fica muito mais fácil escolher a alternativa de fundo de renda fixa que melhor se adapta a sua estratégia de investimentos.

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Por isso, é importante que você sempre cheque com o seu gerente qual é a classificação e a composição da carteira do fundo no qual você pretende investir, garantindo que você está investindo na alternativa que melhor se molda às suas necessidades.