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SÃO PAULO – Na última segunda-feira, as bolsas norte-americanas oscilavam entre leves perdas e ganhos, até que Carl Icahn, um importante investidor bilionário, começou o seu prognóstico pessimista sobre o mercado de ações norte-americano durante conferência na Reuters.
O investidor destacou que está muito cauteloso com o mercado de ações e que ele poderia ver uma “grande queda”, porque os ganhos em muitas empresas são alimentados mais por baixos custos de empréstimos do que pela força da administração. A queda dos índices acionários norte-americanos foi atribuída à fala do investidor.
Isso porque Icahn também deu dicas sobre o seu plano Apple Inc, a ação mais valiosa dos EUA em valor de mercado, dizendo “não querer lutar contra a gestão” da fabricante do iPhone, mas também disse não ter planos de se afastar de seu investimento. Em meio a esses comentários, as ações fecharam com queda de 1,2%, a US$ 518,63. O índice Nasdaq registrou baixa de 0,93%, puxado por ações de mídias sociais, como o Facebook, que registrou baixa de 6,5%.
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Icahn, que dirige a Icahn Enterprises, está pedindo a Apple para comprar de volta US$ 150 bilhões de dólares em ações, algo que a empresa não se comprometeu a fazer. Icahn é dono de cerca de 0,4% das ações em circulação da Apple, numa participação que vale cerca de US$ 1,8 bilhão.
Os pontos de vista do investidor bilionário de 77 anos de idade sobre os mercados e as empresas individuais são amplamente seguido à luz dos fortes retornos por ele gerados após seu envolvimento em diferentes empresas.
Icahn disse que nos últimos cinco anos, os investidores que compraram ações de empresas nas quais a sua companhia teve posição no conselho e as mantiveram enquanto havia um representante de Icahn teriam ganho de 28% em uma base anualizada.
Perfil
Carl Icahn é um famoso especialista em aquisições de controle acionários dos Estados Unidos e cresceu no bairro do Queens, da cidade de Nova York. Após ter desistido de cursar a faculdade de medicina, Icahn alistou-se no exército e depois começou a sua carreira no mercado financeiro.
Ele pediu empréstimo para comprar uma cadeira na Bolsa de Valores de Nova York em 1968, comprou firmas e agiu ativamente para a mudança de gestão de algumas companhias. De acordo com a lista da Bloomberg, o investidor possui um patrimônio de US$ 22,9 bilhões, sendo o 30º homem mais rico do mundo e o 18º dos EUA.