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SÃO PAULO – O estoque total da Dívida Pública Mobiliária Federal Interna (DPMFi) em poder do público registrou elevação de 1,31% em junho, na comparação com o mês anterior, sendo esta alta reflexo da apropriação de juros no período e também da emissão líquida de R$ 1,6 bilhão em títulos públicos.
Dessa maneira, os dados da Nota do Mercado Aberto, divulgada nesta quarta-feira pelo Banco Central, mostram que o estoque da DPMFi em poder do público atingiu R$ 669,4 bilhões em junho. Em relação a janeiro, quando este atingiu R$ 636,86 bilhões, houve uma expressiva elevação de 5,11%, de acordo com os números do BC, evidenciando a melhora da percepção do mercado em relação à economia brasileira ao longo do primeiro semestre.
BC segue com estratégia de menor exposição cambial
Conforme dados da Nota do Mercado Aberto, o estoque de títulos atrelados à variação cambial, excetuando-se as operações de swap, continuou em trajetória de recuo durante o mês de maio, reduzindo-se em R$ 5,1 bilhões na comparação com o mês de maio. Dessa maneira, a participação dos títulos cambiais sobre o total da dívida recuou de 14,43% em maio para 13,49% em junho.
Vale salientar que o estoque da dívida cambial, desconsiderando-se operações de swap, registra trajetória descendente desde setembro de 2002, quando a participação dos cambiais sobre o total da dívida era de 29,04%. Da mesma forma, considerando-se as operações de swap, a participação dos títulos cambiais sobre a dívida total sofreu um ligeiro recuo, passando de 30,66% em maio para 29,05% em junho.
Os títulos com rentabilidade atrelada à Selic, por sua vez, mantiveram sua participação no estoque total da dívida pública praticamente inalterada. Neste sentido, enquanto em maio a participação destes títulos era de 67,20%, em junho tal participação foi de 67,19%, desconsiderando-se as operações de swaps.
Prazo médio das emissões registra nova expansão
A melhor percepção do mercado em relação à economia brasileira também é confirmada pelo alongamento do prazo médio total das emissões realizadas pelo Tesouro Nacional durante o mês de junho. Neste sentido, o prazo médio das emissões passou de 22,63 meses em maio para 25,76 meses em junho, consolidando uma trajetória de expansão verificada desde janeiro deste ano, quando o prazo médio era de 11,92 meses.
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A elevação dos prazos médios, entretanto, não ocorreu em todos os tipos de títulos ofertados pelo Tesouro no período. Dessa maneira, o prazo médio das LTN (Letras do Tesouro Nacional), títulos pré-fixados, passou de 9,21 meses em maio para 10,45 meses em junho. Da mesma forma, o prazo médio das LFT (Letras Financeiras do Tesouro), títulos pós-fixados atrelados à Selic, passou de 24,13 meses em maio para 30,13 meses em junho.
Tendência contrária ocorreu com as NTN-B e NTN-C (Notas do Tesouro Nacinal – séries B e C, respectivamente), títulos pós-fixados atrelados ao IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado), cujo prazo médio em junho foi de 113,90 meses, inferior ao prazo médio de 115,53 meses apresentado pelo título em maio.