Confira o que muda com a TV digital e as diferenças entre os padrões existentes

Você sabe dizer qual é o seu formato prefereido entre o norte-americano, o japonês e o europeu? Confira os detalhes

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SÃO PAULO – A televisão brasileira está mudando. O governo está prestes a decidir qual dos padrões existentes será adotado oficialmente no Brasil e, então, uma série de mudanças técnicas ocorrerá na transmissão de TV: é a chegada da TV digital.

Não há como negar que a chegada da TV digital deve tornar mais interessante a experiência de assistir à televisão. Não bastasse a melhor qualidade de imagem e som, a nova tecnologia deve possibilitar maior interatividade aos usuários.

Analógica e digital

Abaixo listamos algumas das principais diferenças dos dois padrões de transmissão:

















Analógica Digital
Definição 525 linhas na tela 1.080 linhas na tela
(padrão HDTV de alta definição)
Formato vertical (4:3) mais horizontal (16:9),
como numa tela de cinema
Som duas opções: mono e estéreo seis canais de saída,
parecido com um home theatre

Padrões

Ainda que as vantagens do padrão digital sejam inegáveis, o governo ainda não decidiu o padrão que pretende escolher: japonês, europeu ou americano. Ainda que a preferência do governo pareça ser pelo padrão japonês, a decisão ainda não foi tomada.

Confira abaixo as principais diferenças entre os três sistemas:































Norte-americano

(ATSC – AdvancedTelevision Systems Comitee)

Europeu

(DVB – Digital Video Broadcasting)

Japonês(ISDB – Integrated Service Digital Broadcasting)
Desde: 1998 1998 2003
Adotado: EUA, Canadá,
México e Coréia do Sul
Reino Unido,
Índia, Austrália e Nova Zelândia
Japão
Detalhes técnicos: Formato wide screen, 16:9 (semelhante à tela do cinema); res.de 1.920×1.080 pixels; 6 canais diferentes de som; transmissão na freqüência de 6 MHz Oferece padrões para transmissão terrestre, a cabo e via satélite; opera na freqüência 8 MHz Transm. de 3 programações simultâneas no mesmo canal; digitalização de DVD (MPEG2); + interativa
Ponto Positivo: É ideal para transmissão em alta definição Mais versátil, permite uma maior variedade de canais simultaneamente na mesma freqüência É o favorito, por ser o mais novo e mais moderno, e atender ao requisito de mobilidade exigido pelo governo melhor que os outros dois
Ponto Negativo: É o menos desenvolvido no tocante à mobilidade A freqüência é diferente da usada no Brasil na TV aberta, de 6 MHz, perdendo para os outros dois padrões, que têm compatibilidade Perde para o padrão europeu em número de transmissões simultâneas