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SÃO PAULO – Em momentos de incerteza na economia mundial, a aversão ao risco torna-se mais evidente e, com isso, os investidores tendem a procurar alternativas que fujam das oscilações causadas pela instabilidade econômica. No Brasil, o investidor mais conservador e acostumado a lidar com momentos de turbulência econômica enxerga na caderneta de poupança a opção menos arriscada para garantir rentabilidade sem grandes exposições aos riscos de mercado.
Além do comportamento cultural, em muitos casos a escolha pela poupança reflete o desconhecimento de alternativas que permitam uma rentabilidade superior sem grandes exposições ao risco, cenário possível por meio da renda fixa, conforme garantem especialistas neste tipo de operação.
No entanto, para buscar essa opção é importante ficar atento às taxas de administração aplicadas e se o montante disponível para o investimento permite uma boa rentabilidade, tornando-se, assim, mais atrativo que a poupança.
Com base nisso e visando orientar na hora da escolha, a InfoMoney elencou 10 motivos apontados por analistas para que a renda fixa seja considerada no momento de definir por esse tipo de aplicação. Confira:
1. Rendimento diário
Considerado o motivo mais básico para a escolha do fundo de renda fixa, o analista da Omar Camargo, Raphael Cordeiro, explica que, diferente da poupança, no qual o rendimento ocorre mensalmente, no fundo de renda fixa é possível acompanha a rentabilidade todos os dias, com base na adoção de uma boa estratégia.
2. Quanto maior o investimento, melhor o retorno
O analista explica ainda que a opção pela renda fixa deve transcender a poupança quando há uma maior disponibilidade de recursos a serem investidos, sedo que quanto maior for o montante a ser aplicado, mais atrativa torna-se o rendimento em renda fixa comparado ao da caderneta de poupança.
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“Este fator tem que ser levado em consideração na hora de fazer essa escolha. Com um valor acima de R$ 50 mil, já é possível uma taxa de administração bem competitiva, dando atratividade maior a esse tipo de aplicação, enquanto, ao contrário disso, o pequeno investidor pode ter um melhor retorno por meio da poupança”, explica o chefe de renda fixa da Leme Investimentos, Paulo Petrassi.
3. Maior flexibilidade para ganhos
Além disso, ao contrário da poupança – aplicação no qual o rendimento é fixo de 0,5% ao mês mais a TR (Taxa Referencial) -, o fundo de renda fixa permite apostar em diversas taxas, entre elas a taxa Selic, IGP-M (Índice geral de Preço-Mercado e CDI (Certificado de Depósito Interbancário), dando, assim, maior possibilidade de obter ganhos com a diversificação do portfólio.
4. Permite a busca por melhor rendimento
Além do investidor ter a oportunidade de concentrar na busca de uma taxa de administração menor na hora de escolher o melhor investimento em renda fixa, a aplicação permite ainda comprar um título diretamente de seu emissor, sem a intermediação de um fundo de investimentos.
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5. Diversificação de carteira reduz risco
Falando em diversificação, o fundo de renda fixa possibilita a redução dos riscos de perdas do valor investido. Isso porque, no caso da caderneta de poupança, o investidor está sujeito a perder seu dinheiro em caso de o banco “quebrar”, considerando que a garantia da poupança está limitada a R$ 70 mil por pessoa neste caso.
Segundo Raphael Cordeiro, qualquer quantia acima disso será perdida em caso de quebra do banco, ou confisco do governo, por exemplo. No caso da renda fixa, a possibilidade de maior flexibilidade da aplicação do recurso permite que a perda seja reduzida ou inexistente, caso o banco não esteja entre as escolhas.
6. Possibilidade de perda com a inflação é menor
Considerando que a Selic é a taxa de juros que o governo paga em suas aplicações, da necessidade de interessados em emprestar dinheiro e de controle da inflação, a taxa dificilmente será baixa, o que é bom para o investidor.
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Diante disso, apesar de na última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), o Banco Central ter contrariado as projeções do mercado, anunciando a redução da taxa básica de juro em 50 ponto base, de 12,50% para 12% ao ano, o investidor tem a segurança de que a Selic continuará ganhando da poupança.
7. Cenário atual ainda favorece
De acordo com o chefe de renda fixa da Leme Investimentos, Paulo Petrassi, o mercado atualmente trabalha com um cenário de quedas de juros, que embute até duas quedas, podendo ficar abaixo de 11% até o final do ano. Considerando que quanto mais baixa a curva de juros, menos competitividade tem a poupança, a rentabilidade da renda fixa permanece garantida.
“Com essa curva declinante que temos no médio prazo, realmente os fundo de renda fixa vão render melhor que a poupança”, estima Petrassi.
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8. Oferece maior rendimento, dependendo da estratégia
Enquanto a poupança oferece baixa rentabilidade, de 6% ao ano + TR, os fundos de renda fixa, que compram papéis de dívida do governo, de empresas e dos bancos brasileiros, permitem uma rentabilidade mais elevada. No entanto, neste caso, é preciso ficar atento ao Imposto de Renda – que pode chegar a mais de 20%, dependendo do prazo de aplicação. Os fundos também cobram taxa de administração, que incide sobre todo o valor aplicado.
Apesar disso, com um leque maior de possibilidade de escolha de ativos que possam ajudar na rentabilidade, o gestor da carteira tem mais possibilidades para auferir lucro por meio do portfólio de renda fixa.
“O gestor deve estar sempre atentos à novos oportunidade e tendo essa mobilidade, esse leque maior de alternativas, acaba resultando em rentabilidade normalmente superior”, explica o gestor de fundos e câmbio da Mercatto Investimentos, Andre Fadul.
9. Possibilitam estratégias mais agressivas
Os fundos de renda fixa buscam retorno por meio de investimentos em ativos de renda fixa, sendo aceitos títulos sintetizados por meio do uso de derivativos, admitindo-se estratégias que impliquem risco de juros e de índice de preços do mercado doméstico e excluindo estratégias que impliquem exposição de moeda estrangeira ou de renda variável, como é o caso das ações.
Além disso, os fundos devem manter, no mínimo, 80% de sua carteira em títulos públicos federais, ativos com baixo risco de crédito ou sintetizados, via derivativos, com registro e garantia das câmaras de compensação, de acordo com definição da Anbid (Associação Nacional dos Bancos de Investimento).
10. Permite alavancagem
De acordo com a analista Raphael Cordeiro, os fundos de investimentos possibilitam diferentes estratégias e, uma delas, permite alavancar em CDI ou aplicar pré-fixado, podendo, assim, por meio de uma boa estratégia, aumentar as possibilidades de ganhos.