Confira 10 motivos para comprar ou vender ações do setor de petróleo e gás

Especialistas fizeram um balanço do segmento e pontuam as vantagens e desvantagens de aplicar nos papéis do setor

Publicidade

SÃO PAULO – O setor de petróleo e gás vem despertando o interesse dos investidores nos últimos anos, dado seu significativo desenvolvimento. Em 2010, a produção nacional diária de petróleo brasileiro aumentou 5,6% e chegou a 750 milhões de barris, o que elevou o país a 12ª colocação no ranking mundial de produtores de petróleo, segundo Anuário Estatístico Brasileiro do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis 2011 da ANP (Agência Nacional de Petróleo).

Por sua vez, nos últimos 10 anos, o crescimento médio anual da produção brasileira foi de 5,3%. No mesmo período, a produção nacional de gás natural apresentou crescimento médio de 5,6% ao ano, atingindo 22,9 bilhões m³ em 2010.

Neste sentido, Portal InfoMoney quis saber quais são os motivos para comprar e vender ações deste segmento que, em poucos anos, transformará a economia brasileira. Confira:

1.Comprar: Cenário de crescimento industrial
O forte crescimento apresentado pelo Brasil nos últimos anos, deixa as empresas do setor de petróleo e gás bastante confortáveis. “Há uma demanda crescente por energia em decorrência da expansão industrial brasileira, isso faz com que as companhias do setor também prosperem”, acredita o educador financeiro Mauro Calil.

2.Comprar: Investimentos
Calil também ressalta a questão dos investimentos público e privado, nacionais e estrangeiros que o setor deverá receber nos próximos anos. Segundo ele, há uma gama de empresas que tem interesse em associar-se a este segmento que promete expandir fortemente nos próximos anos.

3.Vender: Atrelado a uma commodity
O primeiro motivo para vender ações do setor, segundo alguns especialistas, é o fato de trabalhar com a produção de uma commodity que o Brasil não é autosuficiente, ainda. As constantes variações no preço do barril de petróleo no mercado internacional afetam bastante o desempenho das companhias listadas em bolsa. 

Continua depois da publicidade

4.Comprar: Descoberta do Pré-Sal
A descoberta no ano passado de petróleo na camada de pré-sal tende a colocar o país em outro patamar daqui para frente. A expectativa é de que a Petrobras dobre sua produção passando a exportar petróleo. “A partir de 2015 o impacto será ainda maior e positivo”, avalia Erick Scott, analista da SLW Corretora.

5.Comprar: Independência no longo prazo
Com o pré-sal, o Brasil poderá dobrar suas reservas a partir de 2020, tornando-se independente na produção de gás. “Isso também contribui para maior valorização dos ativos de tais empresas”, explica Scott.

6. Vender: Poucos players
A Petrobras é hoje a única empresa considerada sênior neste mercado, com alta capacidade de reserva e de produção. Execeto Petro, há apenas outras quatro empresas menores, ainda em fase de anúncio de descobertas. São elas a OGX (OGXP3), a HRT (HRTP3) e a Queiroz Galvão (QGEP3).

7. Vender: Comando estatal
Alguns analistas consideram o fato da Petrobras ser uma estatal como um fator de risco para seus papéis, pois a companhia estaria sujeita as interesses políticos em sua administração. O Governo intervém na empresa tanto na escolha de funcionários quanto na estratégia a ser tomada.

8. Comprar: Puxadoras do PIB
O setor cresce independente do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro. “O segmento não cresce para o Brasil, ele avança no sentido da exportação de petróleo e derivados. Com o grande salto que será o pré-sal, o setor de petróleo e gás irá puxar o PIB brasileiro”, avalia Auro Rozenbaum, analista da área de energia da Bradesco Corretora.

9. Vender: Elevado custo da extração
Outro ponto negativo que pode desestimular o investidor é o custo da exploração do petróleo. As fontes de exploração baratas ou mais fáceis estão acabando e, cada vez mais, a exploração fica mais profunda e difícil, o que encarece o produto. Quanto mais barata a exploração, melhor para a empresa que torna seu produto mais competitivo.

Continua depois da publicidade

10. Vender: Quem procura nem sempre encontra
Neste segmento, as companhias vivem a eterna busca por novas fontes de extração. A perfuração de novos poços pode ou não resultar em boas descobertas. Ou seja, há uma grande risco e elevado investimento de recursos em uma operação que pode não render o que a companhia esperava.