Confira 10 dicas para seguir rendimento do Ibovespa com ETF ou fundo passivo

Motivos para se investir em BOVA11 ou produto atrelado ao benchmark brasileiro mostram que o ETF pode ser mais interessante

Publicidade

SÃO PAULO – Registrando uma queda de 22,98% durante 2011, até 29 de setembro, seguir a rentabilidade do Ibovespa talvez não tenha sido uma boa ideia, em meio à aversão ao risco que vem dominando os mercados.

Com as perdas, porém, o potencial de crescimento aumenta para o longo prazo, e investir no índice pode valer a pena. O Goldman Sachs, por exemplo, projeta uma valorização de quase 20% nos próximos 12 meses, para os 64.000 pontos.

Para conseguir seguir o benchmark da bolsa brasileira, sem se preocupar em alcançar uma performance melhor, existem as opções dos fundos passivos indexados e o ETF (Exchange Traded Fund) listado na BM&F Bovespa, o BOVA11. Conheça 10 vantagens de se investir em um ou no outro:

Continua depois da publicidade

1) BOVA11: investidor pode operar como quiser
Investindo diretamente no ETF baseado no Ibovespa, há possibilidade de se operar via home broker e decidir resgatar o dinheiro aplicado na hora em que quiser, e até realizar operações diárias para se potencializar os ganhos. No caso de um fundo passivo, mesmo que a liquidez seja diária, as opções estariam ligadas diretamente à gestão do banco.

2) BOVA11: cotas de entrada geralmente menores
Como atualmente as cotas de entrada nos fundos listados em bolsa caíram de 100 para 10, o capital inicial necessário para entrar em BOVA11 caiu. De acordo com a cotação de 29 de setembro, por exemplo, esse valor chegaria a R$ 572,60. Já em um fundo como o Ibovespa Plus, oferecido pelo Bradesco, uma única cota estava cusando R$ 452,54 em agosto deste ano.

3) BOVA11: fundo em bolsa é mais barato
Levando-se em conta o custo benefício, a taxa de administração paga para se aplicar nos ETFs também é menor. Estão envolvidos nessa variável o custo de corretagem geralmente cobrado, além da taxa de administração dos gestores, que é menos onerosa quando analisados os fundos.

Para se ter uma ideia, a maioria dos produtos oferecidos pelos bancos inclui gastos de mais de 2% do patrimônio. O Itaú Index Ações Ibovespa, que possui a menor taxa entre os fundos abertos – 0,10% –, aparece como exceção à regra. A do BOVA11, por sua vez, gira em torno de 0,54%.

4) BOVA11: fundos passivos estão encolhendo
Desde a criação do ETF, em novembro de 2008, o volume financeiro girado pelo BOVA11 vem subindo. De 2009 para o ano seguinte, por exemplo, esse montante triplicou, para R$ 7 bilhões. Já entre os fundos passivos do benchmark, o patrimônio líquido vem caindo, e, em 26 de setembro, já estava em R$ 1,86 bilhão – contra R$ 1,94 bilhão no mês anterior.

Para Rossano Oltramari, analista-chefe da XP Investimentos, a tendência é mesmo de que as negociações com os ETFs cresçam, e os fundos passivos acabem sendo substituídos. Eduardo Fravrin, diretor de renda variável do HSBC Global Asset Management, porém, discorda. “Não há uma competição que justifique essa afirmação”, diz.

Continua depois da publicidade

5) Fundo passivo: bancarização é maior que expansão da corretagem
O gestor do HSBC também acredita que é mais fácil o brasileiro ter acesso aos fundos passivos por conta da atual bancarização que ocorre no País. Com a melhora na renda da população, os bancos estão ganhando mais correntistas. Por conta de o mercado de capitais ainda não ser o foco no segmento pessoa física, porém, as corretoras ainda perdem nesse quesito.

6) BOVA11: BM&F Bovespa vai apostar nos ETFs
Segundo a BM&F Bovespa, o programa de atração dos investidores pessoa física à bolsa brasileira passa pela popularização, também do mercado de ETFs, configurando um importante instrumento. Se o segmento ainda está no começo, apesar do crescimento desde sua criação, a ideia é aumentar a proporção desse tipo de cliente na aplicação total. Hoje, o total chega a 21,5%, enquanto nos Estados Unidos, onde o mercado é mais robusto, a porcentagem é de 50%.

7) BOVA11: liquidez vem subindo
O volume de negócios do BOVA11 foi de aproximadamente R$ 7 bilhões para mais de R$ 60 bilhões em média, desde a criação do fundo. Considerando-se os número de negócios, desde julho, pela primeira vez, todos os pregões vêm alcançando a casa dos milhares. “Investir no ETF é uma questão de cultura, não há dúvidas de que vai se desenvolver no Brasil em breve”, aposta o analista da XP.

Continua depois da publicidade

8) Fundo passivo: operar diretamente com ações das empresas ainda é menos arriscado
Apesar de o montante girado pelos ETFs na BM&F Bovespa estar aumentando, e de subir a possibilidade de se livrar dos papéis quando quiser, operar diretamente com as ações que compõem o benchmark, que são as mais líquidas do mercado brasileiro, ainda é um ponto positivo para os fundos oferecidos por bancos.

9) Neutro: rendimento e gestão são bem parecidas
Como explica Favrin, o Ibovespa torna difícil uma replicação por causa de algumas dificuldades “teóricas”. Assim, os gestores têm que se utilizar de “artifícios” para conseguir uma rentabilidade semelhante ao índice. Comparando-se as rentabilidades médias, porém, os dois acompanham bem o índice. Nesse sentido, caberia apenas ao investidor escolher a melhor maneira de acompanhar as ações mais líquidas da bolsa.

10) BOVA11: acompanhamento da cotação em tempo real
Quando se investe no BOVA11 diretamente, sua cotação pode ser acompanhada em tempo real, assim como acontece como papel vendido na bolsa. Através de um fundo externo, porém, a variação só poderá ser percebida após o fechamento do mercado.