Confinamento em Mato Grosso deve crescer 12,8% neste ano

Custo de produção cresce 22%, impulsionado pelo preço do milho do caroço de algodão

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SÃO PAULO – Os pecuaristas em Mato Grosso devem confinar mais de 755 mil cabeças até o fim de 2016. O dado é do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), que calcula que esse número vai ser 12,8% superior à quantidade de animais confinados no estado no ano passado.

Apesar do resultado favorável, o atual cenário econômico impactou diretamente nas expectativas de confinamento. Segundo o IMEA, a intenção de confinamento apresentou queda de 4% em relação ao mesmo período de 2015. Os pecuaristas estão receosos, principalmente por conta da alta no custo de produção, explica o instituto.

O custo diário por animal no cocho aumentou 22,2%. A ração é o insumo mais impactado em decorrência dos preços do milho e do caroço de algodão, que no período de um ano tiveram altas de 99% e 24,5%, respectivamente. Segundo o Gerente de Projetos da Associação dos Criadores de Mato Grosso, Fábio da Silva, o confinador precisa gerir seus custos para garantir que a estratégia do confinamento dê resultado econômico. 

O relatório do IMEA ainda mostra que cerca de 80% do gado que será confinado esse ano é dos próprios confinadores, já os outros 20% são de terceiros.