Publicidade
SÃO PAULO – Opções sobre ações tendem a ser mais voláteis do que os próprios papéis dos quais são derivados. Com isso, altas expressivas como os ganhos de 18,38% dos ativos da OGX Petróleo (OGXP3), que fecharam aos R$ 1,61, chamam a atenção do mercado também pela variação de seus derivativos.
Quem optou por realizar uma operação comprada na call OGXPE2 na última sessão, com vencimento em 20 de maio aos R$ 2,00, pode embolsar 100% nesta segunda-feira (22). Essa é a mesma alta dos papéis OGXPE3, com o vencimento na mesma sessão e exercício de, que também dobraram de valor, para R$ 0,02. Mais possível de acontecer, os papéis OGXPE1, com preço de exercício de R$ 1, teve alta de 51,22%, fechando aos R$ 0,62.
O mercado mostrou confiança também para prazos mais longos: as opções OGXPL2, com exercício em dezembro tiveram alta de 50% e fecharam aos R$ 0,30, mesmo preço que os papéis OGXPL3, que subiram 114,29%. A esse preço, a opção OGXPL2 é mais atrativa do que OGXPL3, já que o investidor economiza R$ 1,00 ao comprar, de fato, as ações da companhia, no dia do exercício.
As ações foram impulsionadas pela notícia de que a Lukoil – uma das 25 maiores companhias de petróleo do mundo – estaria interessada em comprar até o começo de maio 40% do capital da OGX. Essa quantia faria com que a companhia russa consolidasse as operações da companhia brasileira em seu balanço e manteria Eike Batista no comando da companhia.
Como ocorreu com a parceria com o BTG Pactual e a suposta ajuda da Petrobras (PETR3; PETR4), o mercado começa a especular que esse acordo pode ser o início da virada das ações da OGX. Dessa vez, a petrolífera de Eike está realizando parceria com uma empresa que não somente tem capital para resgatar seu caixa, como também tem as tecnologias apropriadas para ajudá-la no desenvolvimento de seus projetos exploratórios.
O “passado” da Lukoil também pode ser um fator a mais de otimismo para quem aposta nessa reviravolta da OGX. Assim como a petrolífera de Eike Batista tem sofrido com os resultados na Bacia de Campos, a empresa russa também enfrentou problemas de pressão em seus reservatórios na Sibéria Ocidental e, de acordo com a própria companhia, teve que desenvolver tecnologias para manter a produção estável – e conseguiu. Esse apoio técnico pode ser o que a OGX precisa para que a produção alcance os 20 mil barris de petróleo prometidos para este momento.