Confiança na indústria marca 8ª queda consecutiva e novo recorde desde 2009

Sondagem industrial da FGV apontou ainda queda do Nuci, o menor em três anos; expectativa de emprego também caiu

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SÃO PAULO – A confiança da indústria registrou nova queda, de 2,2%, entre julho e agosto de 2011, segundo a Sondagem Industrial, divulgada pela FGV (Fundação Getulio Vargas) na manhã desta quarta-feira (31). Por sua vez, o ICI (Índice de Confiança da Indústria) passou de 105,0 pontos para 102,7 pontos, considerando-se dados com ajuste sazonal.

Após a oitava queda consecutiva, o índice alcança o menor nível desde agosto de 2009, que foi de 100,2 pontos, ficando ainda abaixo da média desde 2003, de 104,0 pontos.

Os motivos
Segundo o relatório da FGV, a diminuição da confiança em agosto foi influenciada principalmente pela diminuição da satisfação com o momento atual. O Índice da Situação Atual (ISA) caiu 3,6%, ao passar para 103,5 pontos, o menor desde setembro de 2009 (103,3). 

Ainda nesta medição, o IE (Índice de Expectativas), que representa o limite entre as expectativas otimistas e pessimistas, recuou em menor magnitude, 0,7%, para 101,9 pontos, o nível mais baixo desde agosto de 2009 (99,1). Ambos os indicadores estão agora abaixo de suas médias históricas recentes, sinalizando um desempenho fraco da indústria no terceiro trimestre de 2011.

Os três indicadores integrantes do ISA estão em queda, com destaque para o que mede os estoques na indústria: a parcela de empresas que considera o nível de estoques atual como excessivo avançou entre julho e agosto de 6,6% para 9,5%, o maior percentual desde julho de 2009 (10,6%). Já a proporção de empresas que o avaliam como insuficiente diminuiu de 2,2% para 1,5%, a menor desde fevereiro de 2009 (0,4%).

Empregos e Nuci
As perspectivas para o emprego industrial tornaram-se menos favoráveis na comparação com o mês anterior, segundo o relatório da Fundação. Das 1.184 empresas consultadas, 22,6% preveem aumentar o efetivo de mão de obra nos três meses seguintes (o menor percentual desde julho de 2009), enquanto 11,9% pretendem reduzi-lo. Em julho, estes percentuais haviam sido de 23,7% e 9,9%, respectivamente.

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Por fim, o Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) caiu de 84,1% para 83,6%, o menor desde novembro de 2009 (82,9%). Este nível atual supera em 0,3 pontos percentuais a média desde 2003 mas está 1,0% abaixo da média dos 12 meses anteriores a agosto de 2011.