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SÃO PAULO – O ano promete ser apertado na indústria siderúrgica global no que diz respeito ao preço do aço, segundo avaliação dos analistas do banco de investimentos Merrill Lynch. Apesar da projeção conservadora para a demanda nos EUA, a procura por aço deve seguir elevada, sustentada pelo foco em infra-estrutura dos países emergentes.
O ambiente de preços maiores do minério de ferro, que pressiona os custos das fabricantes de aço, somado às volumosas exportações chinesas, deve levar os preços médios das HRC (bobinas laminadas a quente) a uma alta de 14% no Japão e nos EUA.
“Matérias-primas mais caras, aumento das taxas de exportação, e os esforços do governo chinês em reduzir as exportações de aço terão efeitos nos preços do produto no resto do mundo”, avalia o banco de investimentos.
Mineradoras X siderúrgicas
As negociações anuais para novos contratos dos preços do minério de ferro para 2008 já iniciaram e, até o momento, as estimativas são contrastantes. De acordo com análise da Merrill Lynch, enquanto os compradores esperam nada mais que um aumento de 30%, as mineradoras vislumbram uma elevação entre 50% e 70%.
“Os três maiores produtores mundiais de minério de ferro respondem por cerca de 70% de toda a disponibilidade do produto no mercado, o que pode prejudicar o poder de barganha das siderúrgicas chinesas nas conversas”, destaca a instituição financeira.
Ou seja, se de um lado a previsão é de condições apertadas dos preços do aço, favorecendo as siderúrgicas, existe o alerta sobre a magnitude da pressão a ser provocada com cotações caras do ferro em algumas empresas do setor.